Revolta do povo nas ruas não melhorou o transporte coletivo Em Belo Horizonte e região metropolitana, reclamações dos usuários do serviço continuam as mesmas, ônibus andam cheios e descumprem os horário

Nem manifestações, nem ocupações de prédios públicos, nem protestos violentos sensibilizaram o poder público a melhorar a qualidade do transporte, uma das principais bandeiras levantadas por milhares de brasileiros que tomaram as ruas do país há quatro meses.

Em Belo Horizonte e região metropolitana, as reclamações dos usuários do serviço continuam as mesmas. Ônibus andam cheios, descumprem os horários e levam uma eternidade para chegar ao destino. Para a maioria, a única conquista foi a redução de centavos nas tarifas.
Dos 34 municípios da Grande BH, apenas Ribeirão das Neves foi beneficiado com a entrega de 60 ônibus novos, na sexta-feira. Vários protestos que resultaram no fechamento da BR-040, um dos acessos à cidade, motivaram até a troca da empresa concessionária.
Na capital, a insatisfação com o serviço reflete a lista de reclamações registradas pela BHTrans. Nos últimos três meses, a média foi de 95 queixas por dia. No trimestre anterior aos protestos, o índice foi de 109 ao dia.
Segundo a autarquia de trânsito, as principais reclamações têm relação com parada do ônibus fora do ponto, descumprimento de horário e mau comportamento de motoristas e cobradores.
Os números são ainda mais significativos nas linhas metropolitanas. Foram 15.504 reclamações somente entre julho e setembro. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), no período foram realizadas 1.532 vistorias, que resultaram em 1.579 multas por irregularidades. Não foram informados dados do trimestre anterior às manifestações de junho.
 
Passagem
Segundo o secretário-geral da Associação de Usuários do Transporte Coletivo (AUTC), Francisco de Assis Maciel, a redução das passagens beneficiou só as empresas. “Elas deixaram de pagar impostos, prejudicando outros setores, como a saúde. Não mudou a lógica do mercado. É preciso priorizar o ônibus, em detrimento do carro, além de melhorar a fiscalização do sistema”, afirma.
Para o membro do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana da Assembleia Popular Horizontal (APH), André Veloso, o poder público precisa deixar a população participar da concepção e até da gestão do sistema. “Pelo menos os governos nos escutam mais, mas com resistência. Queremos a ampliação da frota e o fim dos ônibus com motor dianteiro e chassi de caminhão”, diz.
Não é magia
A melhora no transporte não acontece como um passe de mágica, disse o presidente da BHTrans, Ramon Victor. Ele afirma que, antes dos protestos, medidas já vinham sendo adotadas, como a divulgação de informações sobre o sistema no site da autarquia e o treinamento de motoristas. “A fiscalização precisa evoluir, mas tivemos melhorias. Estamos implementando uma gerência de qualidade, que analisará estatísticas para definir onde deve ocorrer reforço de linhas”. As informações são do Hoje em Dia.
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