Médicos brasileiros mercenários vaiam chegada de médicos cubanos para atenderem povo pobre

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Médico cubano negro sendo hostilizado por médicos brasileiros em Fortaleza/CE. Fortaleza (CE) – Os 96 médicos, sendo 79 cubanos, que desembarcaram no Ceará para fazer o curso de formação de três semanas foram hostilizados e xingados na saída da Escola de Saúde Pública, logo após a solenidade de Acolhimento, na noite desta segunda, 26. Um grupo de cerca de 50 médicos esperavam os estrangeiros vaiando, gritando e xingando os profissionais de escravos do lado de fora do prédio. Ao ouvirem os gritos, os médicos cubanos passaram 40 minutos pensando em uma alternativa de sair da Escola Pública sem passar pela barreira de manifestantes, mas não houve outra solução. Cerca de 5 carros da PM estavam ao lado de fora. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, os manifestantes não são contra a vinda dos médicos, mas contra o fato de esses profissionais não fazerem revalida. Nota da redação do tribunadebarras.com O perfil dos médicos cubanos é o seguinte: em geral, eles têm mais de uma década de formados, passaram por missões em outros países, fizeram residência, parte deles ( 20%) cursaram mestrado e 40% obtiveram mais que uma especialização. Para quem está preocupado com o cidadão e não apenas com a corporação, a pergunta essencial é: essa formação é suficiente? Aproveitamos essa pergunta para apontar o que vemos como uma absurda incoerência – uma incoerência pouca conhecida da população – de dirigentes de associações médicas. Um dos dirigentes, aliás, disse publicamente que um médico brasileiro não deveria prestar socorro (veja só) se um paciente for vítima de um médico estrangeiro. Deixa morrer. Bela ética. Provas têm demonstrado que uma boa parte dos alunos formados nos cursos de medicina no Brasil não está apta a exercer a profissão. Não vamos aqui discutir de quem é a culpa, se da escola ou do aluno. Até porque para a eventual vítima tanto faz. Mesmo sendo reprovados nos testes, os estudantes ganham autorização para trabalhar. Por que essas mesmas associações, tão furiosas em atacar médicos estrangeiros, não fazem barulho para denunciar alunos comprovadamente despreparados? A resposta encontra-se na moléstia do corporativismo. Se os brasileiros querem tanto essas vagas por que não se candidataram? Será que preferem que o pobre se dane apenas para que um outro médico não possa trabalhar? Sinceramente, sentimos vergonha por médicos que agem colocando a vida de um paciente abaixo de seus interesses.

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