espionagem

PGR-MG vem sendo utilizada para monitorar matérias do Novojornal

Só mesmo em pleno Regime Militar as instituições da República foram utilizadas de maneira indevida para instaurar procedimentos investigatórios fundamentados na quebra da segurança Jurídica e das garantias individuais constitucionais, como vem ocorrendo em Minas Gerais. Novojornal, desde 2006 denuncia este fato e já havia sido vítima deste esquema em 2008, o que novamente ocorre, desta vez através da PGR-MG.

Chegou à redação do Novojornal, no início do mês de fevereiro deste ano, uma denúncia de que desde o final do ano passado, através de uma representação do ex-procurador da república e advogado do senador Aécio Neves, Dr. João Batista de Oliveira Filho que se encontrava em andamento na Polícia Federal sobre a classificação de “Sigiloso”, um procedimento investigatório contra o Novojornal e seu diretor responsável Marco Aurélio Carone.

Tratava-se de uma denúncia de que Novojornal estaria tentando chantagear o Senador Aécio Neves através da publicação de notícias consideradas caluniosas e desfavoráveis a sua pessoa. Tudo começara a partir de uma série de indagações sobre sua participação em ocorrências criminosas, feitas porNovojornal ao próprio senador, a pessoas e instituições ligadas aos fatos que seriam citados na matéria.

Sem qualquer controle sobre a pauta editorial do portal jornalístico e com o receio de ajuizar uma ação criminal, uma vez que em todas as tentadas anteriormente Novojornal argüiu a exceção da verdade, provando serem os fatos noticiados verdadeiros, optaram por utilizar por um período superior ao que a lei determina uma investigação para monitorar ligações, trafego de dados, enfim, tudo que o diretor responsável do Novojornal fez nos últimos seis meses.

O pior, Andréa Neves, Aécio Neves, Danilo de Castro, Dr. João Batista de Oliveira e outros auxiliares vêm espalhando a notícia de que Novojornal operava um esquema criminoso e que a qualquer momento Marco Aurélio Carone seria preso, espantando amigos,familiares, anunciantes e até mesmo funcionários em clara prática de terrorismo.

Ciente de que Novojornal e seu diretor responsável não estão acima da lei, desta forma, como todo cidadão sujeito a análise de seus atos pelas autoridades constituídas, permanecemos silenciosos aguardando a conclusão do procedimento investigatório, o que não ocorreu e, segundo fontes da própria Polícia Federal, não tem como ocorrer, pois nada foi encontrado contra o Novojornal. 

Evidente que esta não é a primeira vez que tal fato ocorre em relação ao senador Aécio Neves e oNovojornal. A Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, através do ex-procurador geral Dr. Jarbas Soares, manteve um procedimento semelhante por quatro anos sem nada apurar, apenas para justificar o monitoramento e escuta telefônica, além do empastelamento promovido no portal jornalístico. O fato foi analisado pelo TJMG que constatou a arbitrariedade cometida condenando o MPMG.

Porém, desta vez o senador Aécio Neves foi longe demais, pois sua digital encontra-se na denúncia e a mesma não pode desaparecer como parece ser o desejo da ala tucana da PGR-MG, ela tem que vir a público, é necessário que a população tome conhecimento do que foi denunciado e do que foi apurado.

Mas diante desta inércia que certamente só será quebrada através de medidas judiciais, optamos por informar aos nossos leitores quais são os temas das matérias que Novojornal está trabalhando que provocaram esta atitude do senador Aécio Neves.

A primeira matéria aborda a participação do atual senador Aécio Neves em diversos crimes e acidentes com morte ocorridos entre 1985 e 2000, que embora investigados através de inquéritos policiais, os procedimentos desapareceram.

A segunda diz respeito ao envolvimento do atual senador Aécio Neves, na década de oitenta, com uma quadrilha de tráfico de drogas comandada pelo irmão de sua então namorada, onde ocorreu à morte de dois policiais civis, inquérito igualmente sumido.

A terceira aborda fatos constantes do prontuário médico das diversas internações do senador Aécio Neves por overdose, no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, durante os oito anos que governou Minas, fato indagado ao senador que se negou a comentar.

Porém, a insatisfação de Aécio e sua irmã Andréa com o Novojornal vem desde 2006, quando o portal jornalístico foi fundado. Durante este período, assim como procede em relação aos demais veículos de imprensa, o Governo de Minas destinou ao Novojornal uma verba denominada de mídia indireta.

Como veículo comercial evidente que o portal jornalístico aceitou, porém, durante anos resistiu, discordando da submissão de sua linha editorial a vontade de Andréa Neves, o que acabou em retaliação com a suspensão da verba recebida, assim como Andréa passou a interferir sobre outros anunciantes alegando que os mesmos estariam patrocinando um veículo de oposição ao Governo.

É no mínimo lamentável que a PGR-MG aceite participar de um procedimento com este. Só a certeza da impunidade explica o fato de um Procurador da República utilizar o aparelho Estatal para monitorar a imprensa, para manter informado um político e por conseqüência o seu esquema criminoso.

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