Câmara Municipal de Belo Horizonte transforma-se em central de propina Ex-operador da Lista de Furnas, vereador Wellington Magalhães, liderando outros vereadores, monta central de propina através da Lei de Uso de Solo

A impunidade, aliada à pouca memória e total desinteresse da população, sempre desinformada, devido acordo entre grupos criminosos e grande parte da mídia, faz com que determinados políticos continuem em atividade mesmo após comprovadamente terem participado de gigantesco esquema de corrupção.

O polêmico vereador de Belo Horizonte Wellington Magalhães vem há mais de uma década operando como coletor e representante dos interesses do chefe da Gangue dos Castros, o ex-deputado, hoje secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro, junto às diversas organizações criminosas, volta a atuar.

Em relação ao esquema denominado “Lista de Furnas”, fora Magalhães, na condição de assessor de Dimas Toledo, o encarregado de transportar e distribuir pelo Brasil o dinheiro arrecadado. Danilo de Castro foi o recebedor destes recursos em Minas Gerais.

Tendo abaixado a poeira da “Lista de Furnas”, através de uma milionária iniciativa, novamente a dupla Danilo de Castro e Wellington Magalhães conseguem derrotar o dirigente do PSDB, Marcos Pestana e o prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, assumindo através do vereador Leo Burguês a direção da Câmara Municipal de Belo Horizonte, segundo denúncias, dando início a uma nova fonte de arrecadação de propina.

A conquista da Câmara Municipal de BH é tão estratégica e rendosa para a “Gangue dos Castros” que, diante da possibilidade de ver esfacelada a conquista através da perda de mandato do presidente eleito Leo Burguês, nem mesmo o presidente do TJMG foi poupado, entrando em cena através de seu filho que na qualidade de advogado de Burguês, reverteu uma cassação já consolidada no TERMG.

Pequenas construtoras, asfixiadas pelas grandes, denunciaram ao Novojornal que o grupo de vereadores, liderados por Wellington Magalhães, celebraram um pacto com as gigantes do setor imobiliário pela criação de uma estrutura paralela, desprezando e desrespeitando a Lei que determina a utilização do corpo técnico e jurídico da Casa Legislativa, contratando e utilização serviços terceirizados de consultoria para elaborar uma camisa de força na qual nada possa ocorrer nesta área no município sem seu controle.

Na verdade o Legislativo Municipal foi terceirizado, segundo críticos, “uma maneira nova que se fizer escola em breve estará tão popular como a privatização”. Por trás, como dito, quem está financiando o “projeto” são as maiores imobiliárias e construtoras do País, no intuito de verem suas pretensões atendidas na mudança de zoneamentos e outros procedimentos regulados pela Lei de Uso do Solo.

Um ínfimo exemplo do que esta sendo negociado. Um terreno que tem aproveitamento construtivo para residência que vale R$50.000,00, após uma modificação, permite que no mesmo possa ser construído um prédio, passando a valer R$ 500.000,00.

Imagine os valores envolvidos em uma cidade do tamanho de Belo Horizonte, onde 60% de seu território reivindica esta transformação, sem dizer as modificações de áreas residenciais em comerciais, criação de zonas especiais e outras diretrizes. Novojornal tentou ouvir o vereador Wellington Magalhães sobre as acusações e não obteve sucesso.

Email encaminhado por Novojornal ao Vereador Wellington Magalhães

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