PSDB nacional tem medo de tornar-se refém do “Esquema Mineiro”

Vítima da própria mentira propagada a preço de ouro pelos veículos da mídia regional e nacional que viram nele um excelente negócio, conforme informado por Novojornal na matéria; “Aécioduto. O novo grande negócio da mídia nacional”, o ex-governador de Minas e atual senador finalmente depara-se com o mundo real onde terá que provar suas verdadeiras habilidades.

A perspectiva de uma revoada tucana vem tomando corpo na ala do PSDB mais ligada ao ex-governador José Serra (SP). O combustível para essa ideia, na opinião do líder do partido no Senado, Alvaro Dias (PR), são o esquema que cerca Aécio e a “escolha” antecipada do seu nome como candidato do partido em 2014.

“Tudo isso é consequência de uma postura de antecipar o nome do candidato sem discutir com a base do partido, sem a participação da militância”, considerou o senador, que não descarta os movimentos dissidentes.

Seguindo o que vem ocorrendo desde 2002, o nome de Aécio foi lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em reunião do partido, no final do ano passado. O próprio Fernando Henrique vem se empenhado para desatrelar da candidatura de Aécio os nomes de sua irmã Andréa Neves e Danilo de Castro.

“Revoada pode ser exagero, mas o que não dá é ter uma postura de avestruz, que enterra a cabeça e ignora que a insatisfação existe”, disse o senador. “A estratégia adotada foi de valorizar a cúpula do partido e desconsiderar as bases. É claro que isso gera dissidência”, ponderou o senador.

Dias considera que a postura adotada pelo partido de escolher o candidato é um caminho sem volta.

“Falar em primárias agora soa um pouco falso. Isso teria que ter sido feito no ano passado, antes das eleições municipais. Poderíamos ter até lançado uma campanha do tipo ‘filie-se ao PSDB e escolha seu candidato à presidência’. Perdemos essa oportunidade”, ponderou Dias, que entregará no próximo dia 31 a liderança do partido no Senado. “A realização das primárias teria somente a função de legitimar uma decisão que já foi tomada”, explicou.

O novo líder dos tucanos deverá ser o senador Cássio Cunha Lima, ligado a Aécio Neves, que também está em campanha para assumir o comando nacional da legenda.

Em conversas com outras legendas, os tucanos que querem deixar Aécio Neves sozinho já falam em aproveitar a disposição de siglas que, como o PPS,  estudam se fundir com outra legenda e assim abrir possibilidades de filiações, sem que haja perda de mandatos e restrições da lei eleitoral para a disputa em 2014.

Tucanos avaliam que dissidentes não teriam robustez suficiente para formar outro partido já que o PSD foi uma “primeira porta” aberta nesse campo político no Brasil. “Além de ter sido a primeira porta, o então prefeito Gilberto Kassab estava no poder, o que não é o nosso caso”, avalia o senador. “Não é tão fácil assim lançar um novo partido”, avaliou Dias.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), criticou nesta sexta-feira (15) o ritmo da “pré-campanha” do senador Aécio Neves à Presidência da República, concentrada nas mãos de Andréa e Danilo de Castro. Durante o velório do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra, o tucano disse que Aécio deveria participar de mais atividades pelo país.

“Tem muita gente no PSDB que acredita que o senador Aécio deveria fazer mais atividades; o presidente [do PSDB], inclusive”, afirmou o deputado.

Para políticos próximos de Guerra, ele, ao defender uma aproximação entre PSB e PSDB, apresentando entusiasmo com a movimentação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para disputar o Planalto, já sinaliza com uma aliança para indicar o vice.

“Essa movimentação é boa para Pernambuco e para o Brasil. Tudo que quebrar a monotonia do PT é bom para o país”, disse o presidente tucano. Sem dúvida Aécio é até o momento a principal aposta do maior partido de oposição, o PSDB. Mas o senador ainda precisa convencer o partido a apoiá-lo de forma unificada.

Em um evento do PSDB em Brasília, em dezembro de 2012, Guerra defendeu que Aécio seja presidente da sigla em 2013 e seja lançado como candidato à Presidência da República no ano seguinte. “Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. Na minha opinião pessoal e de 99% do partido é que Aécio é o verdadeiro candidato do partido”, dizia o presidente tucano na ocasião.”Deve ser presidente do partido, assumir o papel que o Brasil já lhe dá.”

Mostrando o racha existente, o PSDB de São Paulo inicia na próxima semana um ciclo de palestras para discutir “novos rumos” da legenda. O primeiro a falar será o presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra (PE), que faz a palestra na segunda-feira (18) na sede do diretório estadual.

Nos dias seguintes, as palestras serão de outras nove lideranças tucanas; o senador Aloysio Nunes; o deputado federal Carlos Sampaio; os deputados estaduais Fernando Capez, Ramalho e Carlos Bezerra Jr; os secretários estaduais Bruno Covas e José Aníbal; o ex-governador Alberto Goldman; e o ex-ministro Xico Graziano. Aécio Neves sequer foi convidado.

As palestras servirão de eventos preparatórios para o congresso estadual do PSDB marcado para o dia 28. De acordo com o partido, será debatido o programa estatuto e código de ética da sigla. As propostas de mudanças serão apresentadas em uma plenária marcada para acontecer em abril.

“Queremos que seja uma oportunidade para todo o partido opinar, apresentar teses e discutir o PSDB e o Brasil que queremos nos próximos anos“, diz o presidente do partido no Estado, Pedro Tobias.

Ao mesmo tempo, em Minas Gerais, o partido também fará um ciclo de palestra com objetivo de expor a experiência no governo do Estado e alavancar a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência em 2014. A primeira palestra está marcada para o dia 25, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal fiador da candidatura de Aécio, falando sobre “Os desafios do Brasil no século 21”.

Em Minas Gerais, onde Aécio Neves conseguiu controlar os diversos partidos que atuam no Estado, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, o Poder Judiciário, e a totalidade dos veículos da considerada grande imprensa, ainda vive-se alguma esperança. Para alguns, a esperança tem outro nome, “medo”.

Viver, fazer política e exercer o jornalismo em Minas Gerais, após 2002, tornou-se atividade de alto risco, diante da ausência de ética e escrúpulos dos principais articuladores políticos do PSDB e de Aécio Neves, sua irmã Andréa e Danilo de Castro.

Operadores do esquema que praticaram censura, suborno e até mesmo a utilização indevida dos demais Poderes de Minas Gerais para perseguir seus desafetos, Danilo, Andréa e todo grupo que age sob suas ordens transformaram-se em pesada ancora que evitam novos passos de Aécio Neves fora do Estado.

A grande pergunta da classe política, da imprensa e até mesmo em setores empresariais nacionais é:

Se apenas com o Poder do Governo de Minas Andréa e Danilo de Castro fizeram o que fizeram, o que não farão com o Poder da República?

Fernando Henrique já teria advertido Aécio da necessidade de afastar-se do esquema de Andréa e de Danilo de Castro, chegando mesmo a sugerir que ele entregasse a formulação de seu plano de governo e a condução de sua campanha à outra equipe, no intuito de demonstrar mudanças.

Porém, todos sabem que, em função de uma necessidade eleitoral, Aécio Neves certamente simularia esta mudança, entretanto, caso assuma a presidência, será Andréa e Danilo de Castro quem iram governar o Brasil.

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