COPASA tenta mascarar balanço instalando crise na Previminas

Previminas, devido à perda na justiça, passou a denominar-se “Fundação Libertas” entidade de previdência privada, resultado da fusão das antigas entidades Previcaixa e Fundasemg, que além da concessão de benefícios da previdências aos funcionários da COPASA, CODEMIG, IMA, COHAB, MGS e da extinta MINASCAIXA, administra planos de assistência à saúde a algumas dessas empresas.

Em 1989, o Ministério Público Federal, devido à constatação de fraude gigantesca, interditou a extinta FUNDASEMG, hoje FUNDAÇÃO LIBERTAS DE SEGURIDADE SOCIAL. Tratava-se de negociações irregulares em operações mobiliárias. Envolvidas nesta ação fraudulenta estão: o IPC – instituto de previdência dos congressistas, FUNDASEMG – fundação dos servidores do estado de minas gerais e A RURAL e COLONIZAÇÃO SA, do Rio de Janeiro.

A descoberta aconteceu ao tomar posse em março de 1989, após minuciosa análise contábil e econômico-financeiro, o senador Rui Bacelar. Na analise foram constadas as irregularidades ocorridas na gestão do Deputado Gustavo de Faria na aquisição da Debentures.  A fraude ocorrera através da operação de venda de ações pelo IPC para a FUNDASEMG, sem que as ações entrassem na tesouraria da FUNDASEMG, como também, não houvera pagamento por essa transação. Ou seja, uma operação simulada.

O IPC ajuizou ação contra os envolvidos, entre eles a PREVIMINAS. A dívida encontra-se hoje em R$ 80 milhões, motivada pela inércia da própria ré no processo, que correu a revelia. A omissão ou possível consentimento dos diretores e conselheiros da PREVIMINAS está comprovado, pois em nenhum momento tomaram qualquer iniciativa contra o ato fraudulento.

Em 1989, o ministro da Previdência e Assistência Social, através da Portaria 4469 de 02.06.89, comunicou aos cartórios de registros imobiliários, às bolsas de valores e aos órgãos públicos a indisponibilidade dos bens das pessoas envolvidas, dentre elas Ricardo Augusto Simões Campos, atual presidente da COPASA.

Em função da condenação judicial, teria a COPASA de lançar no balanço de 2012 o débito de R$ 80 milhões, principalmente porque suas ações são negociadas em Bolsa de Valores e o fato traz inevitável repercussão em sua cotação. Na verdade o que pretende a COPASA é vedado pela CVM, Comissão de Valores Imobiliários.

O presidente da COPASA, alegando ter recebido ordem direta do governador Anastasia, recusa-se a incluir no balanço o debito, fruto das irregularidades que culminaram com o fechamento da Fundasemg. Para diversos gestores da Fundação Libertas ouvidos por Novojornal, “O presidente da COPASA afirmou que não pretende pagar”.

Acrescentando; “além de ser fraude, este fato trará desequilíbrio nas contas da Fundação Libertas chegando mesmo a colocar em risco sua liquides, repercutindo diretamente sobre as aposentadorias e outros benefícios concedidos aos funcionários das empresas que integram a entidade”.

O presidente da COPASA, Ricardo Augusto Simões Campos, parece pouco preocupado com este fato, principalmente porque a dívida é fruto de uma condenação da gestão da FUNDASEMG da qual ele participou e foi responsabilizado. Já os dirigentes da Fundação Libertas (PREVIMINAS), advertidos que se concordarem com esta prática certamente serão responsabilizados, apresentaram pedido de demissão coletiva.

Assustados, os aposentados esperam que até segunda-feira tenha-se uma solução para o fato

Documentos que fundamentaram a matéria:

Publicação declarando a indisponibilidade dos bens dos envolvidos no esquema criminoso entre eles o atual presidente da COPASA Ricardo Augusto Simões Campos

Movimentação da Ação nº 0008258-05.1989.4.01.3400 que gerou a dívida de R$ 80 milhões

Denúncia apresentada pelo senador Rui Bacelar na tribuna do Senado Federal

Relatório apresentado pela Câmara dos Deputados comprovando as irregularidades cometidas

Registro da COPASA na CVM/ Bolsa de Valores

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