Após 26 anos de carreira pública vivendo de salário, vice-governador mineiro aparece em sociedade milionária com o empresário Adolfo Geo Filho

Pinto Coelho, de dono de uma minúscula fabrica de sorvete, instalada em um bairro popular de Belo Horizonte, transformou-se em uma das maiores fortunas de Minas Gerais com vida social nababesca nas altas rodas do socialite regional, nacional e internacional.

Os sinais de ostentação e riqueza não encontram limites, vão de moradia em imóveis milionários e vestuário de grife à uma frota de carros importados, onde o mais simples é um Porsche Cayenne, transformando-se em assíduo freqüentador junto com familiares e amigos de hotéis e cassinos espalhado pelo mundo afora.
Se somados todos os salários recebidos nos cargos públicos já exercidos, sem que Pinto Coelho nada tivesse gasto, o valor conseguido não pagaria sequer os luxuosos carros.
Evidente que Pinto Coelho não ganhou na mega-sena acumulada, contemporâneos da “época de cidadão comum” afirmam que ganhou outra loteria, desde quando Tancredo Neves chegou em 1983 ao poder levando para o governo o irmão de seu cunhado, José Aparecido de Oliveira.
Com a saída de Tancredo para se desincompatibilizar e candidatar-se a presidente da República, assumiu Helio Garcia, indicado por Magalhães Pinto para vice.
Ao assumir, Garcia levou para o governo todo grupo de Magalhães Pinto, entre eles os ligados a José Aparecido, que com primor ajudará Magalhães a derrotar Tancredo ao Governo de Minas no início dos anos 60. Tratamento diferente foi dado ao seu irmão, Genesco Aparecido, (companheiro de Tancredo) que passou a ser preterido por Garcia para atender os interesses políticos de José Aparecido.
Foi para neutralizar a insatisfação da ala tradicional do PMDB com o tratamento dado a Genesco Aparecido que Pinto Coelho foi indicado diretor do Dentel/MG, onde permaneceu de 1986 a 1990 e na Telemig de 1990 a 1994. A partir de 1994 até 2010 exerceu o mandato de deputado estadual na ALMG. Em 01/01/2011, assumiu o cargo de Vice-Governador de Minas Gerais, totalizando 26 anos de função pública ininterrupta e assalariada.
Companheiros de Genesco são unânimes em afirmar que anos depois ao negar apoio político ao seu cunhado, ficou evidente que Pinto Coelho durante todo tempo fizera o jogo de José Aparecido, a quem Pinto Coelho atribui ser seu criador e padrinho político.
Embora exista restrição e certo preconceito da classe política devido o ocorrido em relação ao seu cunhado, seus colegas da ALMG consideram-no alguém imposto por Danilo de Castro e pelo Palácio da Liberdade nas duas vezes que ocupou a presidência do legislativo mineiro. Durante todo este período não foram poucas as vezes que Alberto Pinto Coelho foi questionado de onde vinha sua fortuna.
Pergunta jamais respondida. Só agora, devido a tradicional certeza da impunidade que impera desde 2002 entre os integrantes do Governo de Minas Gerais, ele foi pego compondo o quadro social de uma empresa de administração patrimonial e participação em outras empresas em sociedade com o empreiteiro Adolfo Geo Filho.
Geo é conhecido por ter participado nos últimos 25 anos dos maiores escândalos de corrupção ocorridos em Minas Gerais e no Brasil.
Considerada como segundo braço do mensalão, a Construtora ARG, pertencente a seu sócio Adolfo Geo Filho, comprovadamente sacou R$ 102 milhões em dinheiro vivo do Banco Rural. Documentos do Ministério Público Federal vincularam os saques ao mensalão. A descoberta desta movimentação ocorreu em função da constatação pelo TCU de superfaturamento na obra de construção do aeroporto na cidade de Jaguaruna, sul de Santa Catarina.
Por este motivo, auditores abriram processo em Brasília e mandaram uma cópia da papelada para o Ministério Público no Estado de Santa Catarina. Os procuradores catarinenses, durante a investigação, constataram que a ARG já tinha registro de outras irregularidades em obras federais, por este motivo pediram à Justiça Federal de Santa Catarina a quebra do sigilo bancário da construtora.
Foi uma briga judicial de dois anos, até que a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal, no Rio Grande do Sul, mandou quebrar o sigilo da empreiteira e dois meses depois os extratos chegaram a Porto Alegre. Todos lá, sem segredo de Justiça, o que mostraram? Que entre 2002 e 2005 a construtora ARG sacou R$ 102 milhões, em dinheiro vivo, do Banco Rural.  Mais: na agência do Banco Rural de Belo Horizonte, com o mesmo gerente que operou para o famoso Marcos Valério, Lucas da Silva Roque.
Toda a documentação das contas da empreiteira foi encaminhada para o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. “O dinheiro público entregue à ARG desaguou, precisamente, no núcleo operacional e financeiro do mensalão, qual seja, o Banco Rural”, registra o ofício do MP a Antônio Fernando, assinado por um dos procuradores do caso, Celso Antônio Três.
“A par dos momentosos desvios através de empreiteiras (v.g., Operação Navalha), claro está aqui outra fonte de financiamento do mensalão”, acrescenta o ofício. O MP de Santa Catarina enviou outras cópias da documentação para a Polícia Federal e para o Ministério Publico de Minas Gerais a fim de aprofundar as investigações. Os procuradores pediram também à PF para que investigasse as atividades financeiras dos três sócios da empreiteira ARG: Adolfo Geo, Adolfo Geo Filho e Rodolfo Giannetti Geo.
Procurado na época pela revista ISTOÉ, Rodolfo Giannetti Geo admitiu os saques em dinheiro vivo, mas negou que tenham qualquer irregularidade ou relação com o mensalão.  “Os valores sacados em conta corrente da ARG são utilizados para pagamento de suas legítimas operações comerciais”, explicou Rodolfo Geo. Ele não quis, no entanto, comentar como foram utilizados os R$ 102 milhões sacados no Banco Rural.
Na célebre denúncia do mensalão, que se transformou em processo no STF, onde foram condenados diversos deputados, dirigentes partidários, o ex-ministro José Dirceu e Marcos Valério além dos dirigentes do Banco Rural, o então procurador- geral da República, Antônio Fernando de Souza, cita a ARG, na página 92.
Esse trecho da denúncia faz referência a uma vistoria do Banco Central demonstrando que o Banco Rural estava envolvido em “uma série de operações ilegítimas, contabilizadas de forma a mascarar a verdadeira natureza da operação, encobrindo a lavagem de dinheiro resultante de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”.
Um processo do Banco Central revelou que a ARG Ltda. estaria envolvida em “outras situações caracterizadoras de práticas fraudulentas”. Como nada mais tinha sobre a construtora quando redigiu a denúncia, o procurador enviou os documentos para apuração no Ministério Público de Minas Gerais, que nada apurou.
Só agora, após novos relatos da Polícia Federal, que a Procuradoria Geral da República sai em busca de Adolfo Geo Filho, encontrando-o em sociedade com Alberto Pinto Coelho na empresa ADA Administração Patrimonial Ltda, que tem como objetivo a gestão do patrimônio social e participação em outras empresas. No inquérito que já soma 35 mil páginas, encontram-se documentos relativos a 1.800 saques em dinheiro vivo, com valores que variam de R$ 10 mil a R$ 1 milhão, totalizando R$ 102 milhões.
A ARG é velha conhecida das autoridades federais. O grande nicho de mercado da construtora mineira eram obras concedidas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, o DNIT, de duplicação, restauração e pavimentação de rodovias. Segundo pesquisa do site Contas Abertas, a ARG Ltda. recebeu R$ 246 milhões do governo de 2002 a 2005, período que o cargo de diretor geral era ocupado pelo atual Secretário de Assuntos Metropolitanos do Governo de Minas Gerais, Alexandre Silveira.
No TCU há cinco decisões dos ministros acusando as obras da ARG de licitação direcionada e superfaturamento. Num dos processos, o TCU calcula que na obra tocada pela empreiteira, no trecho da BR-342 entre Minas Gerais e Espírito Santo, ouve um superfaturamento de 83,84%. Em outro processo, do contorno ferroviário de Jaraguá do Sul (SC), o TCU calcula que o valor do prejuízo ao erário foi de R$ 33 milhões.
Consultado o diretor do DNIT disse, por intermédio de sua assessoria, que “nenhum tribunal considera a empresa ARG inidônea juridicamente”. A Construtora Gautama também era juridicamente idônea – até estourar a Operação Navalha. O sócio de Alberto Pinto Coelho, empresário Adolfo Geo Filho também foi preso pela PF na “Operação Vulcano”, por suspeita de envolvimento com a quadrilha que fazia importação fraudulenta da Bolívia.
A recente inversão dos objetivos empresariais da ARG, empresa do sócio de Alberto Pinto Coelho causou suspeita, aos procuradores. Atualmente suas maiores obras são; construção do terminal de minério de ferro, ponte, píeres para atracação de navios e estaleiro do porto Açu e a obra de terraplenagem, drenagens superficiais, profundas e pavimentação da planta de beneficiamento do projeto Minas-Rio, da Anglo American.
Em 2008, a Anglo American plc.criou a Anglo Ferrous Brazil – atual Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil. As minas que integram o projeto Minas-Rio foram adquiridas pela multinacional sul-africana por US$ 5 bilhões do empresário Eike Batista, controlador da holding EBX.
As minas adquiridas localizam-se em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, e a unidade de beneficiamento em Alvorada de Minas, ambos em MG. Também faz parte do projeto o maior minerioduto do mundo, com 525 km de extensão, que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses. Além disso, o grupo Anglo American adquiriu 49% do terminal de minério do Superporto do Açu (em parceria com a LLX, de Eike Batista) localizado em São João da Barra, no Rio de Janeiro.
O Porto do Açu é a peça central do plano de Eike Batista de integrar seu império de commodities e petróleo aproveitando a demanda chinesa por matérias-primas do Brasil. Eike prometeu fazer de Açu o terceiro maior porto do mundo, atraindo investimentos que vão desde instalações de armazenamento de petróleo até siderúrgicas e fábricas de automóveis.
A jazida mineral encontra-se na região política de Pinto Coelho, aonde a população local vem sendo massacrada pelo empreendimento. Em uma operação considerada por especialistas do setor no mínimo estranha a Codemig, estatal mineira foi incumbida por decreto do governo de minas de promover e o BDMG de financiar toda desapropriação das terras por onde passara os 525 km do minerioduto, algo jamais concedido a qualquer outro empreendimento.
Movimentos sociais, ambientalistas e pesquisadores independentes denunciam a violação de direitos humanos assim como impactos sociais, culturais e ambientais irreversíveis. O projeto da mineradora insere-se numa extensa área ameaçando os modos de vida de inúmeros grupos tradicionais. Além disso, afetará remanescentes de alto valor ecológico pertences ao Bioma Mata Atlântica, considerado um hot spot de biodiversidade abundante, do qual restam apenas 6% da sua extensão original.
O empreendimento é composto por uma mina para extração de minério de ferro em uma extensão contínua de 12,25km, (correspondente á metade da distância entre as cidades de Belo Horizonte e Betim) afetando uma área de cerca de, 3.888 hectares nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas, Dom Joaquim e Serro.
A principal linha de investigação concentra-se na análise dos motivos e da legalidade da utilização da Codemig e toda estrutura do Governo de Minas Gerais para viabilizar um projeto privado rejeitado por todas as comunidades por onde passa e sem ganho tributário significante para o Estado, uma vez que a exportação de minério e isenta de qualquer tributo.
Até mesmo a área de licenciamento ambiental do governo de mineiro vem atuando sem cautela e com total desenvoltura no licenciamento do empreendimento. Fato que motivou o ajuizamento de uma ação civil pública com pedido liminar pelo Ministério Público Federal, para que o governo mineiro se abstivesse de conceder o licenciamento para o projeto e que o mesmo fosse feito pelo Ibama.
A medida liminar foi conseguida e as obras foram embargadas pela Justiça Federal. Essa não era a primeira vez que a Anglo American enfrentava problemas com o projeto Minas-Rio. Em abril de 2012, o Ministério Público de Minas Gerais conseguira suspender a licença ambiental para linha de transmissão que forneceria energia elétrica à usina de beneficiamento do empreendimento.
Na sexta-feira (21/12), através de nota a Anglo American informou ter conseguido a última liberação que precisava para retomar por completo a construção do projeto Minas-Rio. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitira autorização para intervenções em áreas de mata atlântica na região onde será implantada a linha de transmissão de energia da planta de beneficiamento do projeto.
Segundo a nota com a liberação do órgão ambiental, foram cumpridas todas as exigências do Ministério Público para retirada da terceira e última ação civil contra as obras afirmando ainda;
“Com a anuência do órgão ambiental, a empresa poderá retomar as obras de instalação da linha de transmissão em toda a sua extensão”. “A retomada dos trabalhos para a instalação da linha de transmissão é uma conquista”, disse Paulo Castellari, presidente da Unidade de Minério de Ferro Brasil da Anglo American.
A linha de transmissão percorrerá um trajeto de aproximadamente 90 quilômetros, da subestação elétrica na cidade mineira de Itabira até o município de Conceição do Mato Dentro, localizado na região central de Minas Gerais, informou a empresa.
Também a medida liminar concedida pela Justiça Federal mineira que suspendera as obras foi revogada, devido o posicionamento dúbio do Ibama-MG.
Conforme argumentaram o Ministério Público de Minas Gerais e o Ministério Público Federal na ação civil pública proposta contra a empresa, contra o Estado de Minas Gerais e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), “Os estudos espeleológicos apresentados pela empresa estão incompletos e há necessidade de participação do Ibama no licenciamento ambiental de atividades que podem causar danos às cavidades naturais subterrâneas, que são consideradas bens da União”.
“Além disso, os órgãos licenciadores de Minas Gerais não contam com profissionais habilitados nas áreas de espeleologia, arqueologia, paleontologia e nunca trabalharam com a temática. Em consequência disso, a atuação dos órgãos do Sisema (Sistema Estadual de Meio Ambiente) restringe-se atualmente a validar estudos apresentados pelos próprios empreendedores, em atividade meramente cartorária e burocrática”.
O que se imaginava superado com a decisão judicial revogando a liminar concedida e com a liberação pelo Ibama, reverteu-se nos últimos dias de dezembro, principalmente diante do pedido de vistas do processo pelo Ministério Público atendendo um pedido da Polícia Federal que vem apurando através da Operação Porto Seguro, irregularidades cometidas em diversos pareceres e decisões do Ibama em todo Pais.
Fontes da Polícia Federal confirmam que as investigações chegaram ao vice-governador de minas em função de sua sociedade com Adolfo Geo Filho, (já investigado no mensalão) e sua participação na defesa do projeto Rio-Minas com posterior execução das obras por seu sócio. Existe suspeita de “tráfico de influência” praticada por Pinto Coelho, com possível remuneração através da participação em empresas e patrimônios adquiridos com recursos sem comprovada origem.
Embora nem a PGR ou a Polícia Federal confirme, percebe-se que as investigações retroagirão no tempo:
“A suspeita e que Pinto Coelho esteja escondendo atrás de diversas pessoas jurídicas o enorme patrimônio adquirido sem lastro no período que exerceu cargos público, recebendo apenas salários. Neste período era seu sócio que atuava empresarialmente”, informou um dos procuradores que acompanha as investigações.
Prosseguindo afirmou; “Necessitamos de resposta para a pergunta; Porque Pinto Coelho exercendo cargo público teria que receber recursos provenientes da atividade empresarial de Adolfo Geo Filho?”. A Polícia e a Receita Federal terão agora a difícil tarefa de responder esta pergunta além de apurar se Pinto Coelho teve ou não participação nas diversas atividades criminosas de Geo.
O procurador indagado por Novojornal informou que o foro especial não se estende à esfera cível e que a lei da improbidade administrativa atinge tanto exercentes de funções públicas quanto particulares que se beneficiem ou possibilitem que outros se beneficiem de eventuais práticas delituosas, que causem prejuízo ao erário, bem como enriquecimento ilícito e desrespeito a princípios basilares da Administração Pública.
A defesa por Alberto Pinto Coelho dos interesses do empresário Eike Batista assim como de Adolfo Geo Filho, sempre foi questionada principalmente pela classe política e empresarial mineira que até agora não encontravam motivo para tal comportamento. Pinto Coelho sempre negou qualquer ligação com Adolfo Geo Filho e Eike Batista.
A reportagem de Novojornal esteve na região e constatou a enorme insatisfação, revolta e decepção da população de Conceição do Mato Dentro e dos municípios que integram a área do projeto Rio-Minas com o governo de minas e com Pinto Coelho. Dona Rosa uma octogenária prejudicada pelo projeto traduz o pensamento da maioria; “Pensamos que com a eleição de Alberto finalmente seriamos ouvidos, porém ao contrário ele nos vendeu a firma de minério”.
Constatamos ainda que sem qualquer reação ou proibição do Estado em toda região implantou-se lei marcial, imposta por forte guarda particular armada, onde os direitos constitucionais dos cidadãos ficam em segundo plano, sempre atrás dos interesses da Anglo American.
A impressão é de que estávamos em uma “República Independente”. Sem qualquer dúvida a região transformou-se num barriu de pólvora preste a explodir. Relatos informam que algumas tentativas de desobediência civil já ocorreram.
Procurado pela reportagem de Novojornal o vice-governador de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho não quis pronunciar-se a respeito dos fatos noticiados.
Documentos que fundamentaram a matéria:
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Uma resposta para Após 26 anos de carreira pública vivendo de salário, vice-governador mineiro aparece em sociedade milionária com o empresário Adolfo Geo Filho

  1. Joaquim Tonelli disse:

    O dr. Alberto Pinto Coelho é uma das mais importantes lideranças políticas do Estado de MInas Gerais. Eu acho que é preciso muito cuidado na hora de acusar.

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