CPI do Cachoeira: Construtora Egesa S/A pode ter que fechar

Depois da Construtora Delta, outra empresa é tragada pela crise criada com a prisão de Carlos Cachoeira e a instalação da CPMI no Congresso Nacional. Envolvida em dezena de escândalos ligados a corrupção espalhados pelo País, a construtora mineira Egesa. S/A poderá ter que encerrar suas atividades ou entrar com um pedido de recuperação judicial. É o que pensa integrantes da frente de investigações que apuram o esquema de corrupção montado para financiar partidos políticos.

“A Egesa S/A vem nos últimos meses sendo obrigada a abandonar diversas obras em diversos Estados causando transtornos insustentáveis”, informa a assessoria do Dnit. E não é só no Dnit, a empresa integrante de um consórcio para execução de um trecho da transposição do Rio São Francisco sequer deu início às obras contratadas.

O TCU e Polícia Federal acompanham de perto as atividades da empresa  desde o depoimento do ex-diretor geral do Dnit Luiz Antônio Pagot, na CPI do Cachoeira, informando ter sido a mesma a que mais se beneficiou em função das doações feitas para campanha política do PT.

O TCU vem cancelando diversos contratos celebrados entre a construtora e o governo federal, como ocorreu em relação a construção da Ponte sobre o Rio Araguaia, devido superfaturamento. Em rigorosas analises encontra-se a licença conseguida para a implantação de um aterro sanitário no município de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.

O relatório final da CPMI do Cachoeira,  apresentado pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG), está sendo duramente criticado pelos partidos de oposição no congresso, por sequer ter citado o depoimento de Pagot, que relata o esquema montado para o financiamento da campanha do PT, para o senador  Álvaro Dias, “o intuito foi proteger integrantes do PT como Fernando Pimentel, envolvido de corpo e alma no esquema de corrupção.”

Denunciada, investigada e processada por ter se beneficiado da questionada recuperação do Anel Rodoviário de BH, sem qualquer licitação, por determinação da Prefeitura de Belo Horizonte, na administração de Fernando Pimentel, Egesa, sem qualquer contribuição financeira, passou a integrar o Consórcio Minas Arena criado para explorar o Mineirão.

Com a conclusão da Operação Porto Seguro da Polícia Federal e a prisão da chefe de gabinete  da presidência de república em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, o ministro Fernando Pimentel volta a  ser acusado de ter participado do esquema.

Embora a PF tenha desmembrado o inquérito devido seu foro especial, sabe-se que as investigações concentraram sobre Pimentel após decisão do STF. Segundo políticos mineiros, a Egesa foi a ponte de entendimento financeiro entre o PT e o PSDB em Minas Gerais.

Documentos que fundamentam esta matéria

Notícia sobre investigação do MPF de Roraima, após operação da Caixa de Pandora da PF, que apura envolvimento da Egesa em Roraima

Matéria da revista “Isto É” noticiando depoimento do ex-diretor geral do DNIT Luiz Antônio Pagot, que relata o envolvimento da Egesa no esquema montado para financiar a campanha do PT, assim como a campanha do PSDB

Decisão do TCU suspendendo as obras da ponte sobre o rio Araguaia devido superfaturamento

Matéria publicada no Novojornal: A incestuosa relação de Pimentel com a Fiemg

MPF/RO manda suspender pagamento à Egesa

Matéria publicada pelo jornal eletrônico “Roraima ao vivo” relatando situação financeira da Egesa

Nota de esclarecimento da Egesa Engenharia

Anúncios
Esse post foi publicado em Notícias e política. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s