Empresas de refrigerante são investigadas sobre fraude superior a R$ 180 milhões em Minas

Vários mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quarta-feira (21) durante a realização da operação “Que rei sou eu?”,  que foi deflagrada pelas Polícias Civil e Militar, em parceira com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) em Minas Gerais. A ação, cujo nome faz referência à fábrica mineira de refrigerantes Del Rey, tem como objetivo principal desmantelar um milionário esquema de sonegação fiscal.

A fábrica Del Rey, com sede em Belo Horizonte, vinha sendo monitorado pela SEF e, conforme as investigações, comete irregularidades e sonegação fiscal desde 1999.

Ao todo, são cumpridos oito mandados em empresas e três em residências, inclusive nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

A fraude

De acordo com as investigações, empresas eram criadas em nome de laranjas para revender, exclusivamente, as bebidas fabricadas pela empresa Del Rey. Quando a fiscalização tributária as autuava, elas fechavam as portas, dando lugar a novas empresas montadas pela quadrilha. Tudo feito de modo a preservar a saúde financeira e patrimonial da empresa principal, fabricante de refrigerantes.

Cerca de cem autuações foram lavradas pela fiscalização estadual, somando mais de R$ 180 milhões. Essas empresas jamais possuíram qualquer patrimônio a ser penhorado pela Advocacia-Geral do Estado.

Ultimamente, as práticas criminosas mais comuns referiam-se à simulação de negócios com empresas de fachada sediadas no Rio de Janeiro, que geravam milhões de reais de créditos “podres” de ICMS.

Há um grande contraste entre a carência patrimonial de uma das empresas devedoras e a pujança financeira de outras empresas do grupo. Uma delas, por exemplo, sediada em Ribeirão das Neves, na Grande BH, registra mais de 300 veículos em seu nome, os quais são utilizados na entrega e distribuição dos refrigerantes, havendo, também, carros de luxo registrados para uso pessoal dos proprietários, como um BMW, um Audi e um Ferrari F430 Spider.

Participam da operação dois delegados de polícia, 30 policiais civis, 20 policiais militares, 34 auditores fiscais, um procurador de Justiça e dois promotores de Justiça.

Segundo o coordenador da operação, delegado de polícia Denílson dos Reis Gomes, teriam sido cometidos, em tese, os crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

COM INFORMAÇÕES DO MPMG
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