Justiça prorroga prisão de acusados de fraude em prefeituras do Norte de Minas

Justiça prorroga prisão de acusados de fraude em prefeituras do Norte de Minas Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), as fraudes alcançam R$ 100 milhões desviados dos cofres públicos

 

Marcelo Ernesto

Publicação: 25/06/2012 18:59 Atualização: 25/06/2012 19:08

Nove suspeitos de participar de um esquema de desvio de recursos em 37 prefeituras do Norte de Minas vão continuar presos, conforme decisão da Justiça desta segunda-feira. Ao todo, a operação da Polícia Federal, batizada de “Máscaras da Sanidade”, prendeu 16 pessoas na quinta-feira da semana passada. De acordo com as investigações, as fraudes alcançam cerca de R$ 100 milhões desviados dos cofres públicos. Dentre os que tiveram a prisão prorrogada está o casal Evandro Leite Garcia e Maria das Graças Gonçalves Garcia, apontados como líderes da organização criminosa. A decisão é da juíza Marcela Oliveira Decat de Moura, da Comarca de Salinas. O pedido de prorrogação dos presos foi feito delegado da PF, Eduardo Maurício de Araújo.

Na decisão, a juíza manteve recluso Sebastião Dias, Secretário Administrativo da prefeitura de Glaucilândia; Romilson Fagundes Cunha, servidor da Prefeitura de Montes Claros; Luiz Eduardo Fonseca Mota, ex-secretário de administração de Montes Claros (acusado de atuar como lobista da organização criminosa); Ady Wesley Silveira Dias, proprietário da Construtora Pontecial; Manoel Teixeira da Cruz, vereador de Santa Cruz de Salinas e irmão do prefeito da cidade; Edaise Luciana Rodrigues Chaves, chefe do setor de Licitações de Santa Cruz de Salinas. Todos permanecerão presos no Presídio Regional de Montes Claros.

A quadrilha, de acordo com o MPMG, atuava desde 1994 na região e era comandada pelo casal Evandro Leite Garcia e Maria das Graças Gonçalves Garcia, donos das construtoras Norte Vale, Radier Construções e Construtora EPG, todas com sede em Montes Claros. Juntas, as três empresas firmaram cerca de uma centena de contratos com as prefeituras para realização de obras diversas, como construção de postos de saúde, casas populares, redes de esgotamento sanitário, escolas municipais e limpeza urbana.

Segundo as investigações, eram três os tipos de fraudes. Em muitos contratos as obras eram feitas com funcionários e material comprado pela própria prefeitura e o dinheiro que deveria custear os projetos era rateado entre a “organização criminosa e funcionários públicos corruptos”. Em outros casos havia superfaturamento e a execução era repassada para pequenas empresas ou empreiteiros locais. Outro expediente era executar a obra de modo diverso do previsto no projeto original, com material de qualidade inferior, em conluio com a administração municipal, mas receber o valor previsto em contrato.

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