Cidades mineiras da base de Dilma recebem mais verbas

Desde o início do mandato da presidente Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o governo federal repassou, por meio de convênios, um total de R$ 572,4 milhões para os 31 municípios de Minas com mais de 100 mil habitantes. Desse total, percebe-se uma distribuição pouco igualitária dos recursos: 93,4% ficaram com prefeituras comandadas por partidos que integram a base aliada da presidente, como PT, PSB, PMDB, PP, PV, PR. O restante, apenas 6,6%, acabou nos cofres de cidades governadas por prefeitos da oposição, dentre elas PSDB, DEM e PPS.

O repasse pouco “republicano” também é observado no ranking das administrações que foram mais contempladas com recursos. Segundo levantamento feito pela reportagem de O TEMPO, entre as dez cidades mais beneficiadas, oito são de partidos aliados e apenas duas estão sob o comando das legendas de oposição. Também entre as 31 cidades analisadas, a maioria é governada pela base aliada.

O partido da presidente Dilma, o PT, está na liderança de três dessas administrações: Betim e Contagem, na região metropolitana, e Governador Valadares, no Rio Doce. Na primeira cidade, dos R$ 10,8 milhões liberadas nos últimos 15 meses, R$ 5,5 milhões são apenas para a construção de escolas, como parte do projeto “Todos pela Educação”.

Em segundo lugar está o PMDB. Considerado o maior partido aliado da presidente, os peemedebistas aparecem no comando de Montes Claros (Norte) e Uberaba, no Triângulo Mineiro, que, juntas, foram contempladas com R$ 44,2 milhões em convênios. Em Montes Claros, dos R$ 33,7 milhões liberados desde 2011, R$ 17,5 milhões são aplicados no programa “Brasil Profissionalizado”.

Já o PSB, que também é parceiro de primeira hora do governo federal e tem sido considerado um importante aliado para as eleições presidenciais de 2014, lidera em total de recursos liberados: R$ 431,7 milhões para as prefeituras da capital mineira e de Ribeirão das Neves, na região metropolitana.

As liberações contemplam diversos programas dos municípios que têm a participação da União, todos voltados para educação, saúde e infraestrutura.

Desproporcional. No caso das prefeituras mineiras comandadas pela oposição, apenas Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Sete Lagoas, na região metropolitana, que hoje estão nas mãos do PSDB, aparecem na lista das dez mais beneficiadas.

Em último lugar no ranking, está outra cidade comandada pela oposição. Ibirité, na região Central do Estado, comandada pelo DEM, não é contemplada com convênios desde 2010.

Proibição

Eleição. Convênios como os citados pela reportagem só poderão ser firmados, neste ano, até o final deste mês. O motivo é o início do período eleitoral, que impõe restrições aos agentes públicos.

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