Surto de dengue ameaça moradores de 132 bairros de Belo Horizonte

LirAa revela que índice de infestação do mosquito transmissor da doença é de 4%, contra o 1% considerado aceitável pela OMS

larva mosquito dengue

Larvas foram encontradas em até oito de cada cem imóveis visitados

Cento e trinta e dois dos 489 bairros de Belo Horizonte apresentaram índice de infestação de larvas do mosquito transmissor da dengue acima de 4% e estão sob alto risco de surto da doença. É o que mostra o Levantamento de Infestação Rápido de Aedes aegypti (LirAa), feito a partir da vistoria de 39 mil residências das nove regionais da cidade, nas duas primeiras semanas de janeiro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira.

Os bairros em situação mais preocupante são Esplanada e Pompeia e as vilas Nossa Senhora do Rosário e São Rafael, todos na região Leste de Belo Horizonte. Neles, os técnicos encontraram criadouros do mosquito transmissor da dengue em até oito de cada cem imóveis visitados.

Nesses quatro endereços, o índice de infestação é oito vezes maior do que o tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – 1%. A falta de educação ambiental e de higiene dos moradores – que jogam lixo em vias públicas e terrenos baldios, mantêm objetos que podem acumular água parada nos quintais e insistem em manter pratinhos de vasos de plantas nas residências – ajudam a proliferar os abrigos para o mosquito.

Do total de bairros da capital, 128 apresentaram índices de infestação entre 4% e 6% e os demais, abaixo de 4%. O secretário fez um alerta para que os moradores redobrem a vigilância para evitar o surgimento de focos do mosquito nas casas e quintais. O mosquito-fêmea deposita ovos em locais onde há água limpa e parada.

Marcelo Teixeira também anunciou o lançamento do site “Um Tempo contra a Dengue”, que poderá ser acessado por meio do endereço da SMS.  Na página virtual, a pessoa poderá consultar informações sobre a dengue nos bairros, tais como o índice de infestação e atividades programadas para o combate ao mosquito.

Melhor resultado em quatro anos

Pela primeira vez em quatro anos, o índice médio do LirAa em Belo Horizonte, nas primeiras duas semanas de janeiro, ficou na casa de 3,1%. No ano passado, o resultado foi 3,8%, contra 4,4% em 2010 e 3,9% em 2009.

Segundo o secretário, nos 147 centros de saúde da capital mineira já está disponível o teste rápido para diagnóstico da dengue. Atualmente, circulam pela cidade os vírus tipos I, II e III, que causam dengue clássica, com complicações e hemorrágica. O vírus tipo IV, já detectado no Triângulo Mineiro, ainda não chegou a BH.

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