Polícia prende diretor operacional de grupo que causou prejuízo de R$ 10 milhões em crimes financeiros

Mais um funcionário da empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda, com matriz em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi preso nessa segunda-feira (6). De acordo com a Polícia Federal, o diretor operacional e comercial do grupo foi detido durante cumprimento de mandado de prisão temporária.

A organização cometia crimes financeiros contra a administração pública, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em Minas e em outros 22 Estados, causando um prejuízo de pelo menos R$ 10 milhões. Ainda foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do diretor.

Durante a operação Gizé (em alusão às pirâmides do Egito), os policiais prenderam sete pessoas em Belo Horizonte e Lagoa Santa, entre elas o sargento da reserva da Aeronáutica Carlos Henrique Vieira. O militar é o presidente da Filadélphia, pastor da igreja evangélica Pentecostal do Evangelho Pleno e pré-candidato a prefeito da cidade da região metropolitana.

Além dele, outras seis pessoas foram presas: dois vice-presidentes da empresa, um deles da Aeronáutica, uma contadora e o chefe de segurança da Filadélphia – este último por porte ilegal de armas e de quatro granadas, que foram encontradas em sua casa. Fecham a lista de suspeitos dois gerentes de uma agência da Caixa Econômica Federal, que seriam pagos para liberar financiamentos irregulares. Nenhum representante do banco quis falar sobre o caso. Ninguém da empresa foi encontrado para comentar as denúncias.

O esquema – Segundo informações do chefe da Delegacia de Repreensão a Crimes Financeiros, Mário Veloso, as investigações começaram no início de 2011, depois de denúncias. A maioria dos clientes era militar da Aeronáutica – a polícia não sabe precisar o tamanho da cartela de clientes, mas calcula que haja milhares de prejudicados.

O policial afirma que foram cumpridos 84 mandados e encontrados indícios de que eles praticavam o esquema da pirâmide – os suspeitos se apropriavam do dinheiro dos clientes e os remuneravam com juros acima dos praticados no mercado, de 2,5% a 5%; o máximo encontrado em empresas especializadas é de 2%. Eles também estariam emprestando dinheiro e cobrando juros, contratando financiamentos ilegais e atuando no ramo de seguros sem autorização do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Além disso, eles teriam cometido sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

A igreja pentecostal seria usada para pagar funcionários, conseguir novos clientes e eleitores e para lavar o dinheiro do esquema.

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