Patrus admite apoio à aliança com Marcio Lacerda

Ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome comandou, em BH, reunião da corrente petista Articulação

Amália Goulart – Do Hoje em Dia – 4/02/2012 – 20:39

Patrus

Patrus: “É fundamental que as posições diferenciadas encontrem um espaço de diálogo”

 O ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT), admitiu neste sábado que considera a perspectiva de apoiar a aliança entre petistas e o prefeito Marcio Lacerda (PSB), para a reeleição do socialista. Ele pediu aos correligionários que trabalhem para a união do partido e o envolvimento de todos em um pleito único.

“Não estamos afastando, estamos considerando a possibilidade da aliança. Mas queremos que ela se faça envolvendo todo o partido. A posição que for majoritária tem que incorporar democraticamente a minoria”, afirmou.

Afastado do cenário político desde as eleições de 2010, quando foi candidato a vice-governador na chapa do ex-senador Hélio Costa (PMDB), Patrus é considerado essencial para que o PT firme parceria com Lacerda. Ele é o principal expoente da corrente petista Articulação, que engloba cerca de 30% da legenda. Neste sábado, a ala representada pelo ex-ministro se reuniu para iniciar o debate sobre a sucessão. Na ocasião, ficou claro o direcionamento ao apoio à dobradinha.

“Estamos abrindo o processo de debate com as bases. Queremos ouvir a militância e identificar os pontos programáticos, buscando uma sintonia com a direção nacional”, afirmou o deputado estadual André Quintão. A direção nacional já se posicionou. O presidente Rui Falcão defende a aliança com Lacerda, com o argumento de que o PSB é primordial ao PT no pleito de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff deve tentar a reeleição.

Quintão é tido como um dos nomes cotados para integrar a chapa com Lacerda. “Nossa posição não está condicionada à escolha do vice. Caso optemos por apoiar o prefeito, a escolha do vice deve buscar a unidade do partido e o reforço de um conteúdo programático”, afirmou. Além dele, está no páreo o deputado federal Miguel Corrêa Júnior, preferido do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Um grupo de petistas, liderado pelo vice-prefeito Roberto Carvalho ainda luta para derrotar a possibilidade de aliança. Em março, todos os grupos internos do PT se reunirão para bater o martelo sobre a sucessão. Até lá, cada corrente avalia com as bases a melhor alternativa.

Patrus Ananias pediu ontem união de todos para evitar a contaminação do pleito. “Uma questão importante para nós é a unidade do PT. Faz parte da nossa história e tradição as diferenças, o debate democrático. É fundamental que estas posições diferenciadas encontrem um espaço de diálogo, de tal maneira que uma vez tomada a decisão do partido, com a mais ampla consulta, ele todo caminhe nesta direção”, justificou.

A preocupação entre os dirigentes petistas é que Roberto carvalho seja excluído do processo sucessório ou trabalhe, nos bastidores, contra a dobradinha, se ela se efetivar. Patrus ainda disse que quer discutir um projeto para Belo Horizonte, evitando o debate apenas acerca de cargos. “Insisto neste ponto: temos que discutir conteúdos”, completou

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