Havia 53 brasileiros em navio de luxo que afundou na Itália

Há três mortes confirmadas e 14 feridos no acidente, segundo o governo italiano. O cruzeiro de luxo levava 4.200 pessoas

14 navio naufragado resgate _FILIPPO MONTEFORTE_AFP

Naufrágio ocorreu no mediterrâneo, próximo à costa italiana

O consulado do Brasil em Roma informou que 53 brasileiros estavam no navio de cruzeiro que naufragou na costa italiana na noite de sexta-feira (13). Segundo o consulado, a empresa Costa Cruzeiros, dona da embarcação, disse que 47 dos brasileiros eram passageiros e os outros seis, tripulantes. Até o momento, não há informações de brasileiros entre os mortos, feridos e desaparecidos.

Um grupo de 26 brasileiros que estava no navio já está a caminho de Milão, segundo a embaixada brasileira na cidade. Caso necessário, a embaixada do Brasil na Itália providenciará novos passaportes para essas pessoas. No caso de quem precisar viajar imediatamente ao Brasil, emitirá um documento chamado Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), que substitui provisoriamente o passaporte.

14 navio naufragado aerea _ITALIAN GUARDIA DE FINANZA_AFP

Foto aérea do navio de luxo Costa Concórdia, cercado pelos rebocadores do socorro (Foto Filippo Monteforte/AFP)

O telefone de emergência do Consulado Brasileiro em Milão é 00xx39 335 727 8117 e do Consulado Brasileiro em Roma, 00 39 333 1184 682.

A Costa Cruises, empresa operadora do navio que encalhou na Itália  não sabia informar se todos eles estavam em segurança. O cruzeiro de luxo levava 4.200 pessoas a bordo, sendo 3.200 passageiros e 1 mil tripulantes, e encalhou perto da Toscana. A imprensa italiana afirmou que havia 69 pessoas desaparecidas. Há três mortes confirmadas e 14 feridos no acidente, segundo o governo italiano.

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As autoridades italianas não sabiam o que teria causado o naufrágio do Costa Concórdia (Foto Filippo Monteforte/AFP)

Segundo o Itamaraty, caso um brasileiro fosse vítima, o procedimento normal seria que autoridades italianas contatassem o governo brasileiro para informar sobre o caso, o que não ocorreu.

Grupo de brasileiros segue para Savona

Um grupo de 26 brasileiros que estava no navio Costa Concórdia, que naufragou na  costa da Itália, foi retirado da ilha de Giglio e está indo de ônibus para Savona, cidade do litoral italiano a cerca de 50 quilômetros de Gênova. Depois disso o grupo será levado a Milão, de onde as pessoas que quiserem poderão retornar direto para o Brasil.

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Naufrágio ocorreu no Mediterrâneo, próximo à costa italiana (Foto Filippo Monteforte/AFP)

No total, 3,2 mil pessoas estavam no navio. Já foram confirmados oito mortos e 40 feridos. Quase 70 pessoas estão desaparecidas. Até agora não há nenhuma informação sobre feridos no grupo.

A seção consular da embaixada em Roma mantém um plantão para atender os brasileiros que precisarem de ajuda, especialmente para repor documentos perdidos. Até agora, duas pessoas já procuraram a embaixada.

O Itamaraty informa, no entanto, que não há previsão de necessidade de ajuda com transporte e alojamento, já que a empresa Costa Cruzeiros, dona do navio naufragado, é a responsável pelos passageiros e está providenciando a ajuda necessária até agora.

Navio naufragado na Italia

O Costa Concórdia levava sendo 3.200 passageiros e mil tripulantes (Foto Filippo Monteforte/AFP)

Pànico e despreparo

Os passageiros do cruzeiro italiano Costa Concórdia descreveram ter sentido um pânico como se estivessem a bordo do Titanic, e muitos criticaram a atuação da tripulação, descrevendo-a como uma equipe despreparada.

Após o naufrágio, os mais de 4 mil náufragos foram sendo transferidos gradualmente da ilha de Giglio para o porto de Santo Stefano, na península de Argentario (costa oeste).

“Era de noite, estávamos assustados, mas tivemos a sorte de estarmos perto da terra”, contou Jose Rodriguez, um barman de Honduras, ainda vestindo seu colete salva-vidas. Apontado para dois de seus companheiros, este funcionário de 43 anos, que trabalha há 14 anos para o proprietário do Costa Crociere (Costa Cruzeiros), acrescentou: “Graças a Deus estamos todos seguros.

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Passageiros resgatados reclamaram da falta de preparo da tripulação (Foto Filippo Monteforte/AFP).

Muitos sobreviventes idosos, ainda de pijama, eram ajudados por membros da tripulação.Com a chegada de um novo ferry que transportava cerca de 300 pessoas, o jornalista da AFP viu uma mulher ser levada rapidamente em maca para uma ambulância.

Muitos salva-vidas, membros da guarda costeira, bombeiros e da Defesa Civil, ajudavam os sobreviventes distribuindo cobertores térmicos.A Defesa Civil montou uma grande tenda em que os náufragos são identificados antes de serem levados por um ônibus para hotéis da região.

O embaixador da França em Roma, Alain Le Roy, chegou ao local neste sábado e disse que entre “os 460 franceses a bordo, três ficaram levemente feridos e uma mulher contou que seu marido, de 70 anos, caiu na água”.

“Estamos satisfeitos com a assistência que as pessoas receberam”, declarou o embaixador, reconhecendo que dentro do navio tudo é “mais complicado”.

Os 3 mil turistas, um terço de italianos e o resto de estrangeiros, entre os quais, 47 brasileiros, estavam no início de um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo a bordo do Costa Concordia, um navio gigante com quatro piscinas, restaurantes e dezenas de bares.

Mondal Mithu, um indiano de 26 anos, gerente de um dos restaurantes, estava com os olhos vermelhos pelo sono e os ombros protegidos por um cobertor, mas contou: “Ouvimos o navio bater nas rochas, mas o alarme foi dado após cerca de uma hora”.
Segundo ele, em sua área, “só havia um barco salva-vidas para 150 passageiros”.

Outros passageiros, como a jornalista Mara Parmegiani, descreveram “cenas de pânico dignas do Titanic”, com disputas entre os passageiros, gritos e lágrimas. .

Para o canal de televisão Sky TG24, ela denunciou o despreparo da tripulação, dizendo que “os funcionários não estavam de maneira nenhuma adaptados, e que houve problemas quando os botes foram colocados no mar e o comandante (do seu) teve de ser substituído”. A jornalista relatou ainda que alguns coletes salva-vidas “não funcionaram, assim como as luzes de emergência

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Uma resposta para Havia 53 brasileiros em navio de luxo que afundou na Itália

  1. Carlos Eduardo Viola disse:

    Sei que parece impossivel que aconteça uma coisa dessas em plena tecnologia, mas uma coisa é serta uma empresa de grandes proporção como a Costa Cruzeiros, ñ pode levar nome de incompetente neste momento.Uma empresa como essa que tem um grande nome, ñ pode ficar mau vista por conta de um erro humano…

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