Prejuízos elétricos causados por picos de energia têm solução

No ano passado, Cemig atendeu 62% das demandas para reparar aparelhos que queimaram durante as chuvas

queima de aparelhos elétricos

Sem saber onde recorrer, Marco Antônio substituiu os aparelhos que queimaram com as chuvas

A maioria dos pedidos dos consumidores para o ressarcimento de equipamentos elétricos, que apresentaram defeitos com a interrupção de energia no período chuvoso, foi atendida pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em 2011. Das 20.764 reclamações que chegaram à estatal no ano passado, 12.946 foram solucionadas.

A Resolução 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante aos consumidores o direito de ressarcimento. O artigo 210 diz que “a distribuidora responde, independentemente de culpa, pelos danos elétricos causados a equipamentos elétricos instalados em unidades consumidoras”.

Segundo a Resolução, a concessionária só pode se negar a realizar o reparo se o problema no equipamento não for devido à interrupção de energia, se o consumidor levar o aparelho para consertar por conta própria ou se o dano for em decorrência de má utilização do produto. Além disso, o conserto não é feito se o problema na rede for resultante de interrupção determinada por causa de situação de emergência pelo governo.

Para ter direito à solução do problema, o consumidor que tiver um equipamento queimado tem até 90 dias para entrar em contato com a distribuidora. No caso da Cemig, o contato pode ser feito pelo telefone 116 ou pelo site da empresa (www.cemig.com.br). Em no máximo 30 dias, o defeito no aparelho deve ser sanado ou, em caso de perda total do equipamento, o consumidor terá direito a outro novo.
As distribuidoras avaliam caso a caso para verificar as possíveis causas do defeito nos aparelhos. É analisado, por exemplo, o horário, data e local onde o equipamento apresentou problemas.

Em 2010, o percentual de consumidores que conseguiu ser ressarcido foi de 55%.Dos 24.894 casos que chegaram à distribuidora, 13.691 foram acatados. Outros 11.202 consumidores ficaram no prejuízo.

A psicóloga Marta Seabra teve a sua televisão e o computador queimados durante a chuva que caiu em Belo Horizonte do dia 26 de dezembro do ano passado. No mesmo dia, entrou em contato com a Cemig para tentar o ressarcimento, mas teve o pedido negado antes mesmo da análise técnica dos dados passados para a atendente. “A funcionária que me atendeu disse que quando o problema é raio na rede, a Cemig não ressarce porque é um fenômeno natural”, conta.

O gerente de Suporte e Relacionamento Comercial da Cemig, Elieser Francisco Corrêa, afirma que o ressarcimento ao consumidor só não é feito quando fica comprovado que a causa do defeito não foi pico de energia.

Ele explica que o consumidor precisa informar à Cemig vários dados para facilitar a possível identificação da causa do problema. Segundo ele, os 3 mil funcionários que fazem o atendimento na empresa são treinados e encaminham as informações repassadas pelo consumidor ao setor responsável.

Posteriormente, segundo ele, é feita a avaliação pela empresa no prazo máximo de 30 dias. No caso de geladeiras, o período para análise é de 48 horas, para manter a integridade dos produtos perecíveis guardados. Ele aconselha que o consumidor insista até conseguir o atendimento corretamente. Caso isso não ocorra, o ideal é entrar em contato com a ouvidoria da empresa.

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