LIRAa.Dados do Ministério da Saúde indicam que 34 cidades estão em situação de alerta para a doença Infestação de dengue em Minas é a maior do Sudeste

Perigo. Bota-fora clandestino se transforma em foco de proliferação do mosquito transmissor da dengue
CHARLES SILVA DUARTE – 11.02.2011
Perigo. Bota-fora clandestino se transforma em foco de proliferação do mosquito transmissor da dengue

Dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde colocam Minas em situação de alerta em relação à dengue. De acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), feito nos meses de outubro e novembro em 561 municípios de 16 Estados, Minas tem a pior situação da região Sudeste.

Das 75 cidades mineiras incluídas na pesquisa, 34 (45,3% do total) foram consideradas em situação de alerta para a doença. Nesses municípios, o índice de infestação das residências variou entre 1% e 3,9% a cada grupo de cem casas checadas.

Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, é a cidade mineira em pior situação. Classificada como de alto risco para surto da doença, a cidade tem seis casas com foco de dengue a cada grupo de cem. No Brasil, outras 47 cidades estão na mesma situação. Trinta e nove municípios mineiros foram classificados com índice satisfatório (abaixo de 1%).

Os dados do LIRAa funcionam como uma espécie de prognóstico de como será o verão, época em que aumenta a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Entre janeiro e novembro deste ano, 21 pessoas morreram em Minas com a doença. Em 11 meses de 2011, foram notificados 61.065 casos de dengue. O último surto da doença em Minas aconteceu no ano passado, quando houve 261.915 notificações da doença e 106 mortes.

No ranking do Sudeste, Minas é sucedida pelo Rio de Janeiro, que tem 31 cidades em situação de alerta para disseminação da doença das 90 avaliadas. Em São Paulo, onde 60 municípios foram avaliados, 13 estão em alerta. O Espírito Santo teve 20 cidades avaliadas e sete foram colocadas em estado de alerta.

“Temos que agir agora exatamente para evitar que haja um surto no verão. Cerca de 90% da infestação acontece entre janeiro e maio”, alertou o secretário de Vigilância e Saúde, Jarbas Barbosa, que participou ontem, em Brasília, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da apresentação dos dados. Junto com as estatísticas, o ministério anunciou uma campanha publicitária nacional que começa a ser exibida nos veículos de comunicação ainda neste mês.

De acordo com o ministro Padilha, os levantamentos do LIRAa confirmaram que o tipo 4 da dengue já está disseminado no país. Ele reforçou, no entanto, que os tipos 1 e 2 da doença são os responsáveis pelas epidemias. “O tipo 4 ainda aparece menos agressivo. Mesmo assim, é necessário que seja monitorado. Por isso, estamos ampliando no país os centros capazes de diagnosticar esse tipo da doença”.

Para a coordenadora de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Mariana Gontijo, os dados do Estado não surpreendem. Ela justificou que os índices são altos porque Minas indicou para análise do Ministério da Saúde justamente as cidades onde os índices do LIRAa são mais altos. “Esses são municípios prioritários na nossa avaliação da dengue. Esse risco já é esperado e, por isso, priorizamos o diagnóstico nesses locais”. Neste ano, o governo federal disponibilizou verba extra de R$ 10,6 milhões a 106 municípios mineiros para combater a dengue.

 

Força-tarefa
Prefeitura prorroga campanha em casas
Desde a última semana de novembro, uma força-tarefa formada por agentes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Valadares vistoria casas e espaços comerciais levando orientações à população sobre os cuidados que devem ser tomados para impedir a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

De acordo com a gerente de epidemiologia da cidade, Andréia Barbosa, a iniciativa estava prevista para terminar nesta semana, mas será prorrogada diante dos índices. Ela explicou que 80% dos focos estão nas casas.

Capital. Belo Horizonte apresentou índice satisfatório de infestação de 0,7%. O registro anterior foi de 0,9%. “Estamos entrando em um período em que a multiplicação do mosquito aumenta rapidamente”, disse o secretário adjunto de Saúde, Fabiano Pimenta. (RR) 

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