Marcos Valério é preso por falsificação e grilagem na Bahia – Política – Hoje em Dia

Marcos Valério é preso por falsificação e grilagem na Bahia Operação Terra do Nunca, promovida pelo Ministério Público e Polícia Civil, expediu mandado de prisão para 23 suspeitos Do Portal HD * – 2/12/2011 – 08:35. Última Atualização: 13:30 17:53 18:11 Marcelo Prates Marcos Valério chegou à delegacia sem algemas e portando uma pequena mala O publicitário e empresário Marcos Valério e seus ex-sócios na agência DNA Propaganda, Margareth Queiroz de Freitas, Francisco Castilho e Ramon Hollerbach Cardoso, acusados de participar de um esquema de grilagem de terra e fraudes em registros de imóveis no extremo oeste da Bahia, desembarcaram na tarde desta sexta-feira (2) em Salvador, onde ficarão detidos e prestarão depoimentos sobre o caso. Eles, junto com outras 11 pessoas, foram detidos pela manhã durante uma operação da Polícia Civil da Bahia, com o apoio das Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo e dos Ministérios Públicos da Bahia e de Minas, chamada Terra do Nunca. Foram cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da comarca de São Desidério, Gabriel Moraes Gomes, a pedido do MP, em três Estados (Minas Gerais, Bahia e São Paulo). As investigações duraram 17 meses e foram coordenadas pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin) e lideradas pelo delegado de São Desidério, Carlos Ferro. São dez presos na Bahia, quatro em Minas e um em São Paulo – o empresário Marcus Vinícius Rodrigues de Martins. Entre os detidos também está a mãe do piloto de testes da equipe Lotus de Fórmula 1 Luiz Razia, a ex-tabeliã do município de Barreiras, vizinho de São Desidério, Ana Elizabete Vieira Santos. Os suspeitos – empresários, advogados e funcionários de órgãos públicos da Bahia – são acusados de falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa e formação de quadrilha. Eles teriam montado um esquema de registro de imóveis inexistentes, que eram dados como garantia de transações financeiras. Em 2008, Valério já havia sido preso preventivamente em função da Operação Avalanche, desencadeada pela Polícia Federal (PF) em São Paulo, junto com os advogados Rogério Lanza Tolentino, Ildeu da Cunha Pereira e Eloá Leonor da Cunha Velloso. Durante a investigação, a PF apurou que eles montaram um esquema de extorsão com a participação de policiais para desmoralizar o trabalho de fiscais do Tesouro, que multaram em R$ 104 milhões uma empresa controlada pela Cervejaria Petrópolis. Depois de ficar 98 dias presos no presídio de Tremembé II, em São Paulo, onde teria sido vítima de todo tipo de agressão, ele ganhou um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi libertado 15 quilos mais magro e com a aparência bastante abatida. Agora, o operador do mensalão, juntamente com seus colaboradores, são acusados pelos promotores de Justiça da Bahia de atuar “em conjunto com advogados e oficiais de cartório de Registro Gerais de Imóveis e de Tabelionato de Notas na falsificação de documentos públicos, criando matrículas falsas de imóveis inexistentes e da União. O objetivo era entregar esses documentos para garantir dívidas das empresas de Marcos Valério”. De acordo com o delegado Denilson dos Reis Gomes, da Polícia Civil de Minas, parceira na investigação, 250 matrículas falsas de imóveis foram apreendidas na residência de uma servidora pública da cidade de São Desidério.Marcos Valério foi detido novamente sob acusação de sonegação de impostos, grilagem de terras na Bahia e empréstimos fraudulentos não relacionados ao Mensalão. O mandado de prisão foi expedido pelo Ministério Público da Bahia. As prisões em BH foram realizadas de forma tranquila e os quatro – Marcos Valério, Margareth Queiroz de Freitas, Francisco Castilho e Ramon Hollerbach Cardoso – chegaram à delegacia sem algemas e portando malas pequenas com seus pertences. Eles passaram por exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML) e, embarcaram no início da tarde, no Aeroporto da Pampulha, em direção a Salvador, na Bahia, de onde foram expedidos os mandados de prisão. O advogado Marcelo Leonardo está indignado com a prisão de Marcos Valério e alega que ela foi ilegal. Em setembro deste ano, Valério foi condenado pela Justiça Federal de Minas a seis anos de prisão em regime semiaberto, por sonegar informações ao Banco Central. Na ocasião, ele pôde recorrer em liberdade.

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