Grampo da PF flagra Ademir Camilo pedindo agilidade a ExVereador de Ribeirão das Neves Paulinho da Status – ouça o áudio

Deputado aliado a Lupi fala com lobista do FPM

 

Grampo da PF flagra Ademir Camilo pedindo agilidade a Paulinho da Status – ouça o áudio

 

Ezequiel Fagundes – Do Hoje em Dia – 30/11/2011 – 07:26

 

antonio cruz/abr

carlos lupi

Ministro gravou depoimento de apoio à reeleição de Camilo

Uma interceptação telefônica, feita pela operação ‘Pasárgada’, da Polícia Federal (PF) em Minas, a qual o Hoje em Dia obteve acesso com exclusividade, revela um diálogo comprometedor do deputado federal Ademir Camilo (ex-PDT, hoje PSD) com o lobista Paulo Sobrinho de Sá Cruz, o Paulinho da Status, apontado como o mentor da organização criminosa responsável pelo desvio de mais de R$ 200 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com três mandatos consecutivos, Ademir Camilo é um dos homens fortes do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em Minas. Tanto que ganhou o apelido de “pai” do programa ProJovem-Trabalhador no Norte e Nordeste do Estado.
O diálogo, gravado com autorização judicial, insinua o deputado cobrando do lobista agilidade na liberação das Certidões Negativas de Débito (CND) das cidades de Almenara e Poté, nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, e Vespasiano, na Grande BH. 
Na época da operação, os prefeitos de Almenara e Vespasiano tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. A conversa entre eles, em tom amistoso, tem duração de mais de quatro minutos. Depois de cobrar empenho do lobista, o deputado faz um comentário constrangedor, exaltando a prosperidade da organização criminosa chefiada por Paulinho da Status. “Agora você precisa me colocar como sócio, porque os meus clientes só vão para você rapaz”, diz o parlamentar.
Desmantelado pela PF, o esquema contou com a venda de sentenças judiciais e levou 51 pessoas para a cadeia, entre prefeitos, advogados, servidores públicos graduados e o juiz federal Weliton Militão dos Santos, então titular da 12ª Vara Federal de Minas e, hoje, aposentado compulsório pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A conversa faz parte de uma série de interceptações telefônicas feitas durante a fase de investigação. Ao todo, são 270 áudios que ajudam a sustentar a ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF). O processo tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

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