Presa quadrilha que usava nomes de mortos para fraudar Receita

A Polícia Civil, o Ministério Público e a Receita Estadual prenderam quatro pessoas que pertencem a um grupo de falsificadores e estelionatários que está aplicando golpes usando nomes de pessoas mortas para a criação de “empresas fantasmas”. Com notas fiscais “frias” e documentos falsificados, eles conseguiam o abatimento de impostos a pagar para o Estado.
Policiais da Divisão Especializada de Crimes Contra o Patrimônio informaram que o grupo desmantelado durante a “Operação Zumbi” estava provocando perdas de cerca de R$ 20 milhões por mês em impostos não recolhidos.

Uma mulher, identificada como Cleoma Antonieta de Fátima Couto, foi indiciada como suposta integrante do grupo. Ela possui escritórios de contabilidade e seria suspeita de ter usado documentos falsos para criar 186 empresas “fantasmas” usando nomes de pessoas falecidas para aplicar golpes em fornecedores de produtos comerciais, clientes e até bancos

As investigações foram comandadas pelo delegado Denilson dos Reis Gomes, juntamente com uma equipe composta por um procurador e um promotor de Justiça do Estado, 22 auditores fiscais da Receita Estadual e 18 agentes da Polícia Civil. O grupo realizou várias diligências na manhã desta quinta-feira (24), na região metropolitana, quando foram cumpridos mandados judiciais de buscas e apreensões em cinco residências e em três escritórios de contabilidade.

O delegado informou que além de Cleoma Couto, outras três pessoas teriam sido presas durante as operações. Elas foram identificadas como sendo Helvécio Correia, José Francisco Marques e Luciana Pimenta. Estes suspeitos estão sendo interrogados por suposto envolvimento nos golpes como “laranjas”.

A polícia informou, em entrevista coletiva, que novas prisões podem acontecer nos próximos dias pois vários suspeitos estão sendo procurados.

Segundo a polícia, outro contabilista pode estar envolvido na trama, já que também estaria usando documentos falsos para criar empresas “fantasmas” e possibilitar a sonegação de impostos estaduais via transferência irregular de créditos tributários (ICMS).

O delegado Denilson Gomes acrescentou, como exemplo, o caso de uma empresa localizada no Bairro Diamante, na Região Oeste da capital que, apesar de não apresentar nenhuma movimentação comercial nos últimos anos, teria feitas vendas fictícias para empresas da Ceasa, em Contagem. Ela estaria emitindo notas fiscais eletrônicas fraudadas que somariam R$ 6 milhões.

A Polícia e a Receita Estadual descobriram que no caso da suposta empresa do Bairro Diamante, chamada Ceme Comércio Ltda, não foram encontradas notas fiscais de entrada de mercadoria para justificar a saída de produto.

A “Operação Zumbi” faz parte de um trabalho que começou no ano passado, com a criação de um grupo de força-tarefa integrado por representantes da Polícia Civil, do Ministério Público, Secretaria da Fazenda e Advocacia-Geral do Estado que realizaram as prisões de oito pessoas e o cumprimento de mandados de buscas e apreensões e o bloqueio de nove empresas comerciais e industriais.

 

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