Vereador é acusado de vender sepultura ‘ocupada’ em Caeté

Vereador é acusado de vender sepultura ‘ocupada’ em Caeté
Cristiano de Lima, o Prutaco, teria prometido, durante campanha, espaço de graça no cemitério

Lucca Figueiredo – Do Hoje em Dia – 17/11/2011 – 08:30

lutevereador

“Sequer conheço este cidadão. Como posso vender uma coisa que não tenho?”

Há na Justiça Eleitoral uma centena de denúncias sobre compra de votos de várias naturezas praticada por políticos mineiros. Agora, no município de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o aposentado Eustáquio Antônio Joaquim acusa o vereador José Cristiano de Lima (PR), conhecido como Prutaco, de uma prática que beira o sobrenatural.Segundo o aposentado, durante a campanha de 2008, o então candidato a vereador teria prometido, caso fosse eleito, distribuir sepulturas aos moradores da cidade. Agora, três anos depois, corpos estariam sumindo do cemitério. O aposentado acusa o vereador de ser o autor dos sumiços. “Minha mãe morreu há 12 anos e foi sepultada no cemitério São Francisco de Assis, que é de propriedade da prefeitura. Só que o Prutaco, durante a campanha, fez várias promessas de distribuir as sepulturas. Quando percebemos, o corpo não estava mais no local e a sepultura que a família comprou não era mais de nossa propriedade. O vereador vendeu”, afirma Joaquim.

O aposentado alega que outros moradores da cidade também foram vítimas do possível esquema encabeçado por Prutaco. “Ele afirmou que iria distribuir as sepulturas. Tem até um caso de uma pessoa que foi cobrar o benefício e o vereador disse que só ia conseguir a cova caso a pessoa morresse”, garante.

Joaquim afirma ter testemunhas e que todas vão depor contra o vereador na Justiça, que já analisa o caso. Entre as testemunhas estaria o próprio coveiro do cemitério. Agora, o aposentado quer cobrar do parlamentar não só a devolução da sepultura, mas também esclarecimentos sobre o paradeiro do corpo da mãe. “Vamos cobrar tudo o que temos direito. Meu irmão comprou a sepultura”, diz.

Prutaco, por sua vez, nega qualquer envolvimento com o caso e se diz vítima de “perseguição”. O vereador, inclusive, diz que desconhece a denúncia feita à Justiça. “Não estou sabendo de nada, nem mesmo que o caso está na Justiça. Sequer conheço este cidadão. Isto é muito sério. Como posso prometer e vender uma coisa que não tenho? Vou procurar saber mais do assunto e esta pessoa terá de provar o que está denunciando. Isto é grave”, afirmou, responsabilizando o caso ao “denuncismo” que toma conta de Caeté. “Tem ainda mais uns três ou quatro colegas que foram vítimas de denúncias”, alega.

Apesar de negar o esquema, ele admite ter trabalhado no setor de distribuição de sepulturas na cidade.

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