Agente penitenciário é preso com drogas e bebida em presídio de Ribeirão Neves

Um agente penitenciário foi preso na manhã deste domingo (10) ao ser flagrado com drogas e garrafas de cachaça durante seu expediente no Presídio Inspetor José Martins Drummond, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo informações da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), o agente estava sendo monitorado há algum tempo, sob suspeita de fornecer bebidas e drogas para os presos.

Ainda conforme a Suapi, a quantidade exata e o tipo de droga apreendida ainda não havia sido apurada, mas sabe-se que o agente foi levado para uma delegacia da região para prestar esclarecimentos e vai responder processo administrativo e criminal. Além disso, o agente deverá ser exonerado de suas funções.

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Wikileaks: PSDB prometeu entregar o pré-sal aos norte-americanos

Telegrama enviado da embaixada americana para o Depto. de Estado dos EUA, vazado pelo Wikileaks, denuncia que Serra prometeu entregar o pré-sal às petroleiras do exterior:

“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.”

Wikileaks: Estados Unidos influenciaram golpe no Paraguai

“Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.”

Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal, por Natalia Viana.

“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.

Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

Os documento revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.

“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

Partilha

Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.

O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.

É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.

Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.

Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.

Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.

Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.

“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.

Combatendo a lei

Essa mesma a postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.

O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.

Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.

Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.

O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.

“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).

“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.

Fonte: Wikileaks

http://wikileaks.ch/cable/2009/08/09RIODEJANEIRO288.html

http://wikileaks.ch/cable/2009/12/09RIODEJANEIRO369.html

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Montado em função da celebração do “Protocolo de Intenções” assinado por Aécio Neves, o “Cartel da Empreitaras” já começa a ser investigado

O Ministério Público de Minas Gerais, através do promotor Eduardo Nepomuceno da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, procedimento nº 2129225, iniciou investigações sobre o “Cartel das Empreiteiras”, denunciado por Novojornal.

Em funcionamento desde 2003, quando Aécio Neves assumiu o Governo de Minas, vem operando um esquema de combinação de preços para fraudar procedimentos licitatório no SICEPOT, SINDUSCON, SINDIMIG e SINAENCO. Todos, sindicatos das empreiteiras que atuam nos diversos setores  da construção civil.

Porém, o esquema ganhou maior poder em 2005, após a celebração de um “Protocolo de Intenções”assinado pelos sindicatos, Governo de Minas e Prefeitura de Belo Horizonte.

Instrumento normalmente utilizado para relatar a vontade e as intenções de partes envolvidas em um tema em debate, transformou-se em diploma legal, capaz de contaminar todos os procedimentos licitatórios do Estado de Minas Gerais, suas empresas e autarquias, vigorando apenas durante o governo de Fernando Pimentel, na prefeitura de Belo Horizonte.

Até então com atuação discreta nos bastidores, os dirigentes dos principais sindicatos que representam as empresas construtoras dos diversos seguimentos passaram a fazer parte da estrutura decisória do Governo de Minas Gerais. Principalmente na formulação de regras a serem introduzidas nos diversos procedimentos licitatórios.

Como noticiado por Novojornal, através de dispositivos constantes do “Protocolo de Intenções” e através de acordos setoriais, os sub comitês INFRACONSULT e CONSTRUINFRA transformaram-se em Poder Legislativo, criando e  introduzindo nos editais de licitação regras não prevista e  em desacordo com a legislação vigente, principalmente em relação ao disposto na Lei 8666, conhecida como Lei das Licitações.

Além da introdução de regras nos editais de licitações, as empreiteiras que atuam neste mercado passaram a depender da mediação de seus sindicatos patronais para ter acesso a uma série de certidões e certificações que passaram a ser exigidas por DER-MG, CEMIG, GASMIG, COHAB, DEOP e outras empresas e autarquias estaduais e na SUDECAP, pertencente ao Município de Belo Horizonte.

A partir da data da celebração do “Protocolo de Intenções”, os sindicatos patronais passaram a decidir quem perderia, quem ganhava e a que preço seriam as obras, através de regras que vão do “sorteio” ao denominado “pedra” e “obra carimbada”. No sorteio, como o próprio nome diz, a escolha da ganhadora é feita por sorteio, este procedimento é normalmente utilizada para pequenas obras.

O procedimento denominado de “pedra” segue uma lista feita no início da adoção deste sistema, contendo o nome de todas as empresas sindicalizadas e obedecendo a ordem de colocação. Após ganhar uma obra, a empresa volta para o final da fila, este critério concede o direito à obra independente do sorteio.

Já a obra carimbada, é aquela que integrantes do governo determinam qual deverá ser a empresa ganhadora. Em todos os casos ninguém perde, pois a ganhadora já tem previsto em seus custos uma importância para ser repassada para a empresa perdedora. É o famoso critério “ganhar perdendo”.

Através desta prática são as empresas que determinam o valor do ganhador de uma obra, pois as demais devem apresentar preços maiores.  Embora errado, este entendimento entre as empresas sempre existiu.

Entretanto, o que se questiona é o fato do Governo de Minas e PBH terem, através de um instrumento ilegal, atribuído poderes para que os sindicatos patronais criassem uma reserva de mercado e administrassem o “Cartel das Empreiteiras”.

Desde a eleição de Márcio Lacerda a Sudecap parou de adotar o “Protocolo de Intenções”, no intuito de afastar-se do esquema montado por Aécio. Tal iniciativa acabou gerando uma enorme desavença que culminou com a não aceitação, por Lacerda, da indicação do nome, por Aécio, para ocupar a SUDECAP e a Secretaria de Obras do Município.

A matéria de Novojornal “Aécio Neves: “Protocolo de Intenções” criou “Cartel das Empreiteiras”, denunciou que o esquema montado é parte do esquema financeiro que vem dando sustentação ao projeto político de Aécio Neves, assim como na matéria; “DER-MG frauda habilitação em licitação para manter acordo do SICEPOT”, mostrou um exemplo de como opera o esquema montado.

Sobre algumas das regras introduzida nos editais, já existem diversas decisões do TCU e do Ministério Público Federal declarando-as ilegais. A SUDECAP já foi ouvida e confirmou o noticiado porNovojornal, que na gestão de Márcio Lacerda o disposto no “Protocolo de Intenção” não vem sendo seguido.

O promotor Eduardo Nepomuceno já solicitou diversos documentos das entidades envolvidas e pretende ouvir os representantes dos sindicatos patronais, das empresas estatais e autarquias envolvidas logo após o carnaval, para só então decidir se instaura um Inquérito Civil Público.

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Aneel divulga tarifa de energia residencial com desconto

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou hoje a lista atualizada das tarifas residenciais de energia, com o desconto determinado pelo governo federal em 24 de janeiro. As reduções variam de 18% a 25%, dependendo da concessionária. Os valores não contemplam tributos e outros itens que fazem parte da conta de luz, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a Taxa de Iluminação Pública.

A redução é resultado da renovação das concessões de transmissão e geração de energia que venceriam a partir de 2015, e da redução de encargos sobre a conta de luz. O efeito médio da redução é 20,2%. Para os consumidores residenciais a redução mínima é 18% e, para as indústrias, o desconto pode alcançar 32%. A lista com os valores das tarifas pode ser acessada na página da Aneel.

As três concessionárias com as tarifas mais baratas são a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), com R$ 0,197 kWh (reais por quilowatt-hora), Companhia Jaguari de Energia (CPFL Jaguari), com R$ 0,208 kWh, e a Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A (Eletropaulo), R$ 0,238 kWh. A concessionária que possui a tarifa mais cara é a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), com 0,370 kWh, e a segunda mais cara é Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), que ficou com uma tarifa de R$ 0,366 kWh. A Cemig está entre as mais caras com R$ 0,33090 kWh.

A Aneel realiza o processo de reajuste tarifário anual ou de revisão tarifária periódica, conforme previsto em contrato de concessão e diferenciado para cada concessionária. Na data do aniversário do contrato de concessão, os índices aprovados pela Agência devem incidir sobre as tarifas reduzidas e apresentadas na lista.

Clique aqui e confira a lista completa.

5 tarifas mais baratas

Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) R$ 0,19729 kWh

Companhia Jaguari de Energia (CPFL Jaguari) R$ 0,20877 kWh

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S/A R$ 0,23801 kWh

CEB Distribuição S/A R$ 0,24253 kWh

Copel Distribuição S/A R$ 0,24258 kWh

5 tarifas mais caras

ELETROACRE R$ 0,37060 kWh

CEMAR (Interligado) R$ 0,36610 kWh

EMG R$ 0,36448 kWh

CEPISA R$ 0,36292 kWh

ENERSUL (Interligado) R$ 0,36048 kWh

Com Agência Brasil

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Filho do presidente do TJMG comanda Lobby do álcool na COPA de 2014

Assim como Pilatos lavou as mãos ao determinar a crucificação de Cristo, o governador Anastasia encaminhou à Assembleia Legislativa, na primeira Reunião Ordinária do ano, projeto de lei, que dispõe sobre medidas relativas à realização, em Belo Horizonte, de jogos da Copa das Confederações, este ano, e da Copa do Mundo, em 2014.

O Projeto de Lei 3.685/13 determina, entre outras medidas, que a distribuição, a venda, a publicidade, a propaganda ou o comércio de alimentos e bebidas no interior dos locais oficiais de competição e nas imediações não serão regulamentados por instrumentos jurídicos estaduais. Tal regulamentação será de responsabilidade da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Trata-se de uma anormal lei delegada atribuindo poderes a um ente não existente no Estado. Importante frisar que o governador é professor de direito constitucional, embora todas as suas teses viessem sendo sucessivamente derrotadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Se o texto for aprovado, fica sem efeito, nas duas copas, um termo de ajustamento de conduta firmado entre Governo Estadual e Ministério Público que impede a venda e o consumo de bebidas alcoólicas.  O PL 3.685/13 também estabelece como sendo de responsabilidade da Fifa estipular o preço dos ingressos para todos os jogos das competições mencionadas, não se aplicando nenhum tipo de norma estadual no que diz respeito à concessão de gratuidade, redução de preço, meia-entrada ou reserva de percentual de ingressos para venda preferencial.

Do final de 2012 até início de 2013 ouve uma mudança radical na opinião dos atores envolvidos nesta milionária questão, tendo como pano de fundo as cervejarias multinacionais, que juntas investem vultosa quantia em um Lobby para viabilizar a venda de seus produtos.

Embora a Prefeitura de Belo Horizonte mostrara-se contra a comercialização de bebidas alcoólicas no Mineirão durante a Copa do Mundo de 2014. A argumentação era de que; “se a venda for autorizada haverá ameaça à segurança pública”. A Lei Geral da Copa, aprovada na Câmara Federal, determinou que os governos das unidades federativas autorizassem ou não a venda de álcool nos campos de futebol que serão usados durante a competição.

A posição da prefeitura fora anunciada durante audiência pública na Câmara Municipal. Segundo Fátima Moreira, que ocupava o cargo de referência técnica na Secretaria de Saúde , a autorização da venda de álcool no Mineirão poderia ocasionar um retrocesso no Brasil. “A bebida é um catalisador que, mal usado, dispara ações em algumas pessoas que teriam pré-disposição para agir dessa forma”, observou a técnica. “A posição da secretaria é de extrema cautela, levando-se em conta os riscos a que os cidadãos serão submetidos no que se refere à segurança”, justificou.

O representante da BHTrans na reunião, Humberto Paulino, apesar de ter sido enviado para falar pela empresa, responsável pelo gerenciamento do trânsito na capital, afirmou que daria opinião pessoal sobre a venda de bebida nos estádios e seguiu a mesma linha da prefeitura. “O álcool está presente em 30% dos acidentes e em 50% das mortes no trânsito”, observou Paulino.

Na ocasião, parte da base do prefeito Marcio Lacerda (PSB) na Câmara Municipal também era contra a venda de bebidas durante a Copa. Hoje a venda do produto é proibida por um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o estado e o Ministério Público. “O país assinou um tratado com a Fifa para o comércio de álcool durante a Copa. Mas o que é pior para o Brasil? Um problema de ordem econômica ou de segurança pública”?, Questionou o vereador Heleno (PHS).

O então vice-presidente da Comissão de Legislação e Justiça, Joel Moreira Flho (PTC), era outro defensor da proibição da venda de álcool nos campos de futebol. “A imagem do Brasil pode ficar um pouco arranhada na questão econômica, mas a sociedade não quer mais ver seus jovens morrendo nos estádios”, argumentou.

Porém, prevaleceu a opinião do representante da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) Sérgio Augusto Santos Rodrigues (da Comissão Especial de Relacionamento Institucional com o Tribunal de Justiça), presente na reunião ocorrida na Câmara Municipal.

Para ele, existe um compromisso nacional para a venda do produto que deve ser cumprido. “Algumas pessoas dizem que esse acordo não existe. Ainda assim, se for verdade, proibir a venda de bebidas alcoólicas durante a Copa é ir em sentido contrário ao que acontece no mundo, o que demonstraria fragilidade”, afirmou.

Mas, afinal quem era este profético jovem advogado que modificara até mesmo a opinião da OAB-MG, que junto ao Ministério Público lutara pela celebração do Termo de Ajuste de Conduta com o Governo de Minas Gerais, banindo a bebida do Mineirão, além de um ano antes anunciar o que seria a tese defendida pelo governador Anastasia?

Filho do atual presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ex-diretor de gestão e negócios da CODEMIG.

Documentos que fundamentam esta matéria

Tese do advogado Sérgio Augusto Santos Rodrigues, defendendo a venda de bebidas as margens das rodovias

Troca de e-mails entre Novojornal e OAB-MG que informou sua mudança de opinião sobre a comercialização de bebidas nos Estádios de Futebol

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Deputado Rogério Correia pede audiência pública para debater a renovação sem licitação, por 30 anos, do contrato para exploração do Nióbio pela CBMM

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais deverá, em sua primeira reunião deste ano, decidir sobre o pedido de audiência pública, formulado pelo deputado Rogério Correia (PT), para debater a prorrogação, sem licitação pela CODEMIG, por mais 30 anos, do contrato de arrendamento com a CBMM para exploração da mais valiosa lavra mineral do País e a mais estratégica do planeta.

A renovação ocorreu em 2003 logo após a posse do então governador, hoje senador Aécio Neves. Para se ter ideia do que significou, em matéria de ganho, a renovação para Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que tem como atividade exclusiva a exploração da mina de Nióbio de Araxá, sem a mina, cessa sua atividade.

Depois da renovação, a empresa vendeu 15% de suas ações por 2 bilhões de dólares, ou seja, levando em conta apenas o valor de suas ações, a empresa valeria hoje 28 bilhões de dólares , valor superior ao que o Estado de Minas Gerais arrecada através de todos os impostos e taxas em um ano.

Esta operação já havia causado desconfiança principalmente nas forças nacionalistas que acompanhavam de perto a movimentação, porque meses depois a CBMM venderia 15% de seu capital a um fundo Coreano, que representa investidores não identificáveis.

“A CBMM tem o capital dividido entre o “Grupo Moreira Sales” e a “Molybdenium Corporation – Molycorp”, subsidiária da “Union Oil”, por seu turno, empresa do grupo “Occidental Petroleum – Oxxi”, muito embora seja fácil deduzir a prevalência do grupo alienígena, pelo histórico do banqueiro Walther Moreira Sales, tradicional “homem de palha” de capitalistas estrangeiros, inclusive de Nelson Aldridge Rockefeller, que tanto se intrometeu na política do Brasil”, afirmou à reportagem do Novojornal o Contra-Almirante Reformado Roberto Gama e Silva.

Acrescentando: “Circula por aí versão segundo a qual só as jazidas de nióbio dos “Seis Lagos” valem em torno de 1 trilhão de dólares. Necessário esclarecer que por sua localização e facilidade de exploração a jazida de Araxá vale muito mais que a “Seis Lagos”.

O Ministério Público mineiro já investigava a renovação sem licitação do arrendamento celebrado pela CODEMIG, porém, fatos recentes noticiados por Novojornal, através da matéria “CBMM vende à estatal japonesa poder de veto sobre o Nióbio”, comprovam também a prática de crime contra a soberania nacional. Trata-se da venda de mais 15% das ações da CBMM, dando poder de veto a uma empresa estatal japonesa.

Novojornal noticiou ainda que tais vendas ocorreram em função do quadro beligerante entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa, presidente da CODEMIG, dando início à divisão do que avaliam ser uma fortuna incalculável conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do Nióbo.

 O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento que representa os interesses da China.

Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastásia.

Desde 2003 o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), criando um governo paralelo.

 Por trás deste cenário artificial operou um esquema de corrupção, que contou com a cumplicidade até mesmo da Procuradoria Geral de Justiça, que impedia a atuação do Ministério Público Estadual, à imprensa mineira jamais foi permitido tocar neste assunto.

Na audiência pública está previsto o comparecimento dos maiores especialistas do setor principalmente os ligados as Forças Armadas que veem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio. Relatórios confidenciais da Abim e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela CODEMIG/ CBMM, através da Cia de Pirocloro de Araxá.

A assessoria de imprensa da CBMM, da CODEMIG, do senador Aécio Neves e do Governo de Minas Gerais foram procuradas e não quiseram comentar o assunto.

Documentos que fundamentaram a matéria

Requerimento apresentado pelo deputado Rogério Correia à Comissão de Minas e Energia da Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Publicação do DNPM comprovando o registro da prorrogação do arrendamento por 30 anos (última publicação da página)

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Projeto político de Aécio Neves quase derrete ou explode

A correria da equipe de Aécio Neves no início desta semana, em Belo Horizonte, para sacar dinheiro vivo para pagar diversos veículos da mídia nacional acabou causando a paralisação das atividades da tesouraria do Banco Rural e BMG. Funcionários das instituições relatam que Andréa Neves comandou pessoalmente a operação que zerou a disponibilidade de moeda dos dois bancos.

O esquema que opera desde 1987 em Minas Gerais, dando cobertura a diversas operações irregulares, fato comprovado com a condenação dos dois presidentes das instituições bancárias, pelo visto conta com a cooperação do Banco Central. Inclusive o atual presidente do Banco Rural, João Heraldo, condenado em diversos processos, é oriundo da instituição.

Mostrando que Minas Gerais é um Estado independente dentro da Federação, funcionários do Banco Rural e BMG informam que quantia não inferior a R$ 50 milhões teria sido sacada em um só dia sem que qualquer autoridade monetária interviesse. Informam ainda que recursos solicitados a custódia do Banco Central entraram apenas contabilmente na tesouraria, teriam seguido direto para o aeroporto da Pampulha.

Este é o final do incidente ocorrido em função da viagem de Aécio e de sua Irmã Andrea para o exterior, causando atraso no repasse de recursos para a mídia nacional que culminou com a publicação, em 2 de fevereiro, de uma crítica do jornalista Reinaldo Azevedo, na revista “Veja”, ao senador Aécio Neves;

“Aécio Neves (PSDB-MG), cotado para ser presidente do partido e apontado como candidato à Presidência da República, havia acenado com a possibilidade de fazer um discurso em defesa da candidatura de Taques. Discurso não houve. O senador se limitou, há alguns dias, a fazer uma espécie de convite-apelo a Renan para que retirasse a sua candidatura. O alagoano não topou, claro… O apoio ao opositor de Renan, no fim das contas, foi uma operação de marketing que acabou saindo pela culatra. Agora, resta  suspeita da farsa, do adesismo e da traição, tudo misturado. Se era para fazer esse papelão, melhor teria sido defender que a presidência coubesse à maior bancada e fim de papo. Melhor a sabujice franca do que a dissimulada”.

A grande imprensa nacional, além de repercutir tal crítica, não publicou uma linha na defesa de Aécio. Só após o pagamento, em 4 de fevereiro, que Reinaldo Azevedo publicou uma nota do Senador Aécio Neves apresentando sua versão. Segundo político da velha guarda, este fato comprova que a candidatura de Aécio Neves só existe devido ter se transformado em fonte de renda, conforme matéria de Novojornal, “Aécioduto. O novo grande negócio da mídia nacional”.

“Fora deste ambiente sua candidatura derrete ou explode”, conclui.

Nota da Redação:

Após publicação desta matéria, ao contrário do noticiado, fomos informados que o Banco Central – Belo Horizonte – determinou uma inspeção para analisar as operações citadas na matéria, ocorridas no Banco Rural e BMG.

Procurados pela reportagem do Novojornal, prometeram, para esta semana, uma nota esclarecendo o fato.

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