“Em nenhum momento, fechamos as portas para as negociações. Não entendemos essa posição de alguns servidores. Essa greve é ilegítima, tem cunho político e não representa toda a classe”, disse o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques.
Ele admitiu também que o governo poderá fazer contratações para substituir grevistas. “Essas medidas (as contratações) vão assegurar a prestação de serviços de saúde, nossa responsabilidade”, disse.
De acordo com o governo, dos cerca de 17 mil servidores do Estado, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, assistentes sociais, fisioterapeutas e psicólogos, 288 aderiram à greve. Já o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) continua afirmando que o número total de servidores é de 30 mil e que, destes, 20 mil estão em greve. “Estamos tendo, sim, bastante adesão. Pode não ser percebida, pois estamos trabalhando em escala mínima”, afirmou Renato Barros, diretor do Sind-Saúde/MG. A paralisação completa oito dias hoje.
Reivindicações. A proposta rejeitada pelos grevistas, de acordo com Barros, não contemplou pontos importantes. “Queremos discussão de reajuste salarial e a redução de jornada de trabalho sem diminuição no salário”, disse. Segundo ele, uma nova proposta será feita após uma reunião entre o movimento grevista e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, prevista para hoje.
O governo ofereceu aos servidores da saúde aumento gradativo, até 2014, de 50% na gratificação mensal complementar do salário e aumento de 20% e 50% nos adicionais noturno e de emergência, respectivamente. O Estado propôs ainda um aumento na base de cálculo para o adicional de insalubridade, passando de R$ 200 para R$ 660.
Segundo a SES, os aumentos vão custar R$ 100 milhões aos cofres ao ano. “O anúncio representa ganhos reais para o trabalhador, que vão impactar na carreira e na aposentadoria”, avaliou o secretário.

“Agora temos a garantia de que teremos parte de nossas reivindicações atendida”, afirmou o diretor geral do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais, Romeu Neto.
Os metroviários reivindicam reajuste de 5,74%, acesso a plano de saúde integral, participação nos lucros e resultados e adicional noturno de 50%. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos informou apenas que aguarda a decisão do dissídio.
De 14 de maio até ontem, o metrô funcionou em escala mínima, apenas das 5h20 às 8h30 e das 17h às 19h30, de segunda a sexta-feira, e das 5h30 às 9h, aos sábados. As estações fecharam aos domingos. (Jhonny Cazzeta)








